A resposta do homem

Pe. Haroldo J. Rahm, SJ

Julho com Inácio de Loyola

Sétimo dia

A graça triunfa no coração de Inácio. As decisões são sempre da nossa responsabilidade. Deus oferece, cabe a nós aceitar. Quantas e quantas vezes na vida lhe dissemos não! Só Deus sabe até que ponto cada não da criatura transtorna o plano do Criador. Mas Deus fez ao homem o dom estupendo que só ele recebeu: o da liberdade de opção. É espantosa, realmente, essa condescendência divina. Ele nos escolheu, a cada um (Jo 15,16). No entanto, põe a sua glória em ser também escolhido por nós.

A opção de Inácio foi de tremendas consequências para o mundo, como também podem ser as nossas. Optou pelo Rei Eterno, desistindo de toda a honra que lhe poderia oferecer um rei temporal: pôs-se incondicionalmente a serviço da Rainha do Céu, desprezando o amor por uma dama de alta posição; preferiu Deus ao mundo, e com isso optou definitivamente pela alegria e pela paz. Sim, a paz, apesar de toda a luta, a “minha paz”, disse Cristo (Jo 14,27), aquela que o mundo não pode dar.

Mas nenhuma conversão é instantânea. O passado marcou a cada um. E é preciso sacrifício, oração, tempo, para que as marcas nefastas de um passado censurável deixem de ser empecilhos ao amor.

Inácio vê nesse passado tropeços no seu caminho para Deus e para a santidade. Afastá-lo-á pela penitência. Será esse o seu empenho. Mil projetos lhe passam pela mente. Quer ser outro. Quer dedicar-se sem reservas à glória de Deus. Com a sua graça alcançará o que outros alcançaram.

Na História da Salvação, a decisão de Inácio será um marco, como o foram decisões semelhantes na vida de muitos outros santos. Porque só Deus sabe o que resultou em consequências para o mundo espiritual dessa decisão e dessa renúncia.

Notemos que Maria está sempre presente nos grandes momentos do santo. Uma noite ele se representa à Virgem com o seu Menino. Não sabemos como seria essa representação, mas ele assim diz:

Estando uma noite desperto, viu claramente uma imagem de Nossa Senhora com o santo Menino Jesus, com a qual recebeu, durante bastante tempo, uma grandíssima consolação, e ficou com tal asco de toda a vida passada, e especialmente de coisas da carne, que lhe parecia terem desaparecido da alma todas as imagens que antes nela tinha impressas.

Autobiografia, 10

Era o começo de uma grande jornada para a santidade.

Senhor Jesus,
ensina-me a discernir a tua vontade e a escolher sempre o que é do teu agrado
ensina-me a apagar as marcas funestas do passado pela penitência sincera é humilde. Que tudo na minha vida seja por teu amor e para a tua glória!


RAHM, Haroldo J. Inácio de Loyola: um leigo de oração. São Paulo: Loyola, 1989. 68 p. p. 19-20.

JULHO COM INÁCIO DE LOYOLA

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