Conversão e fidelidade

Pe. Haroldo J. Rahm, SJ

Julho com Inácio de Loyola

Primeiro dia

Se todos os cristãos são chamados à santidade, cada um tem o seu modo de a realizar. Mas uma coisa é comum a todos e o sine qua non da santificação. É a fidelidade à graça até onde ela nos chama. E para cada um há um chamado diferente.

Na casa de meu Pai há muitas moradas.

Jo 14,2

Nestas páginas veremos o que foi a fidelidade de Inácio de Loyola e até onde o levou.

Inácio tinha cerca de 30 anos quando se deu uma verdadeira metanoia  em sua vida. Metanoia: conversão, retificação de valores, entrega total. Talvez seja a primeira coisa de que estamos necessitados…

E foi por essa ocasião que ele viveu, sob a ação divina, uma experiência decisiva. A experiência de Deus foi tão forte que o transformou em outro homem. O seu mérito está na sua fidelidade a Deus? Atentando melhor par nós, talvez, além de alguma experiência maior e também decisiva para nós, quantos impulsos da graça nos chamam diariamente a uma aproximação maior de Deus…

Toda a vida de Inácio, através de provas, mudanças de itinerário e de lutas, num mundo sacudido e confuso foi guiada pela fidelidade a essa experiência.

Convencido da força de ideal que essa experiência de Deus dá às almas de boa vontade na busca de Deus, quis compartilhá-la, consignando-a num livrinho, os Exercícios Espirituais, Exercícios esses que são para serem feitos e não lidos. Por essa visão verdadeiramente inspirada por Deus. Inácio proporcionou a milhões de cristão uma entrada segura no caminho da santidade.

Inácio foi canonizado em 1622. Três séculos mais tarde Pio XI canonizava os Exercícios Espirituais, pedindo que sacerdotes e religiosos e leigos conscientizados os fizessem cada ano [Mens nostra, 1929].

Não são apenas uma estrada, mas um poderoso meio de progresso no caminho da santidade.

Queremos pôr-nos na disposição de entrega total à qual Inácio nos quer levar. Por isso digamos desde já com ele:

Toma, Senhor, e recebe toda a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento e toda a minha vontade. Tudo o que tenho e possuo. Tu mo deste. A ti, Senhor, o restituo. Todas essas coisas são tuas. Fazes delas o que quiseres. Dá-me somente o teu amor e a tua graça. E isso me basta.

Exercícios Espirituais, 234

RAHM, Haroldo J. Inácio de Loyola: um leigo de oração. São Paulo: Loyola, 1989. 68 p. p. 7-8.

JULHO COM INÁCIO DE LOYOLA

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