Categoria: Arte e Cultura

Artes, fotografia, cinema, pintura, música, teatro, Arte sacra, Arquitetura de igrejas, Arte jesuítica, Heráldica eclesiástica, Ícones, Ícones bizantinos, Ícones russos, Presépio, Arte da azulejaria, Artes gráficas, Gravura

Os do mal e os do bem: cada um no seu quadrado

Se pensasse como os iconoclastas contemporâneos, a criadora do Museu de Cera mais famoso do mundo não teria dado espaço aos cruéis da História. A menos que, à noite, como filme em que as criaturas de cera de um museu criam vida, graças a uma placa egípcia, os do mal não se misturam com os do bem. Quem desejar vê-los, terá o valor do bilhete aumentado. Simples assim.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXVII

— João Carlos Pereira

Leia mais Os do mal e os do bem: cada um no seu quadrado

A Ferrari que morre e a vida que não vai mudar

O “novo normal” vai surgir, sim, mas tenho dúvidas sobre o homem novo que nascerá depois que a peste passar. As grifes não vão deixar de ser caras, cada vez mais caras, e os luxos não diminuirão. O ideal de um mundo fraterno continuará no papel. Os sonhos de consumo, inclusive de uma Ferrari, não deixarão de existir.

Diário de um desespero – ou quase - LXXIV

— João Carlos Pereira

Leia mais A Ferrari que morre e a vida que não vai mudar

Bolo Pão de mel

Esse Bolo Pão de mel é fácil e delicioso. É daqueles que você não consegue parar de comer. Uma massa deliciosa, bem temperada com especiarias, e uma cobertura intensa de chocolate.

— Lylia Diógenes

Leia mais Bolo Pão de mel

A língua em que me pronuncio no amor à vida e à liberdade

Minha relação inicial com o idioma foi confusa e atormentada. Tive péssimos professores, que achavam que a língua era um amontoado de regras, em estado de atenção, incontestáveis, mais infalíveis do que o Papa e prontas para ser seguidas cegamente. Não havia possibilidade do aceitável ou permitido no registro oral.

Diário de um desespero – ou quase - LXXX

— João Carlos Pereira

Leia mais A língua em que me pronuncio no amor à vida e à liberdade

Nada muda, um sambinha corta o silêncio e as estrelas mandam lembranças

O silêncio das ruas que ajudou a levar o sambinha até minha sacada me cobriu novamente de solidão. No céu, as constelações que mais amo, as “Três Marias” e o “Cruzeiro do Sul”, brilhavam. Acho que, percebendo que eu as admirava, mandavam um alô. A vida é complicada. Viver não é para amadores. Eu sou amador.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXV

— João Carlos Pereira

Leia mais Nada muda, um sambinha corta o silêncio e as estrelas mandam lembranças

A regência do verbo namorar e a delícia de ser casado com

O que isso tem a ver com o verbo namorar? Nada. Ou melhor: tudo. Entre o político e gramaticalmente correto, neste caso, eu prefiro o verbo namorar em sua versão estropiada, errada, inadequada, ofensiva aos bons modos e aos salões do saber. Todo mundo diz que fulana namora com sicrano (ou com sicrana) e ninguém deixa de entender. Não estou pregando a desobediência cívico-gramatical, mas apenas dando uma banana às chatices. A vida podia ser mais simples e arejada sem determinadas cobranças ou artificialismos.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXII

— João Carlos Pereira

Leia mais A regência do verbo namorar e a delícia de ser casado com

Feriadão, romaria e procissão: cada coisa no seu lugar

Nesta quinta-feira, teríamos, a rigor, a única procissão da Igreja Católica. As demais são romarias. Quando há o Santíssimo, é procissão. Sem o Santíssimo, romaria. Mas a fala do povo misturou tudo e, por exemplo, se chama procissão para o Círio, quando o certo seria romaria. Na hora da emoção, vale tudo.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXI

— João Carlos Pereira

Leia mais Feriadão, romaria e procissão: cada coisa no seu lugar

Santo Antônio é de Lisboa ou de Pádua?

Um dos maiores santos da Igreja se chamava Fernando, ou Fernão, Antônio de Boulhões e nasceu em Lisboa, no dia 15 de agosto de 1195. Como se vê, era português. Viveu pouquinho, apenas 36 anos, e teve a graça de conviver com outro santo pelo qual o mundo cristão é apaixonado: São Francisco. Reconhecido como pregador extraordinário e grande realizador de milagres, ainda em vida, foi canonizado apenas onze meses depois de sua morte. Santo Antônio é um caso raríssimo entre os humanos com direito à glória dos altares.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXIII

— João Carlos Pereira

Leia mais Santo Antônio é de Lisboa ou de Pádua?

Como se faz um santo – passo a passo de uma longa burocracia

No mês dos três santos populares e associados às festas sob bandeirinhas, com direito à fogueira e à boa mesa – Antônio, João e Pedro – além de Marçal, um pouco menos conhecido, é bom refletir sobre a santidade, um estado cada vez mais próximo de todos nós, que dispensa o diploma da Santa Sé e ajuda a transformar o mundo, através da bondade e de gestos concretos de amor desinteressado.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXIV

— João Carlos Pereira

Leia mais Como se faz um santo – passo a passo de uma longa burocracia