Categoria: Arte e Cultura

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O limite da bagagem é uma mochila

O tempo vai ensinando que o menos é cada vez mais do que aquilo de que necessitamos. Quando escrevo para jornal, sei que possuo limites. No Liberal são 3.000 toques. Na Voz de Nazaré, 1.800. Antes das mudanças gráficas nos dois veículos, os espaços eram maiores. Quem produz para veículos impressos, precisa ser disciplinado. O mesmo serve para televisão. Com espaço reduzido, eu continuo a dizer o que penso, apenas com menos palavras. Se passar, não sai. Simples assim.

Diário de um desespero – ou quase - LXXIX

— João Carlos Pereira

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Me chame, São Pedro. Mas não agora, tá?

Já gostei muito do mês de junho. Até ansiava por ele. Era em junho que eu dançava quadrilha marcada em francês, na Aliança. Nessa época, aumentei minha família de afetos com o compromisso selado sobre a fogueira. Ganhei uma irmã, uma comadre e uma porção de amigos. Me esbaldava nas iguarias e tinha gosto de enfeitar o quintal de casa com bandeirinhas. Adorava ver Boi e Pássaro no terreiro.

Diário de um desespero – ou quase - LXXVIII

— João Carlos Pereira

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A noite dos desesperados

Durante a grande depressão, na década de 1930, nos Estados Unidos, o desemprego assola a população. O filme mostra o universo dos concursos de dança, que testavam ao extremo a resistência dos competidores em troca de comida, roupas e alguns trocados.

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Dois pés na jaca, ao mesmo tempo, seria muita leseira

Não foi preciso que eu inventasse esse hábito de escrever uma crônica todo dia, fosse para me manter vivo e ativo, com responsabilidade junto a um público fiel, leitores cuja face conheço, outros que sequer imagino onde estão e quem são, porque a internet possui o mundo como limite, para que tivesse noção da minha fragilidade e de como me atrapalho com um simples novelinho de lã.

Diário de um desespero – ou quase - LXVII

— João Carlos Pereira

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O cometa verde do tempo-foi

Descoberto pelo cientista australiano Michael Mattiazzo, o cometa não foi batizado com o seu nome – uma injustiça que precisa ser reparada. O que para nós vai ser cometa Mattiazzo, para a ciência é apenas Swan, porque foi observado com o Solar Wind Anisotropies (Swan), um instrumento integrante do satélite de observação Soho, operado pela Nasa e pela Agência Espacial Europeia. O nosso Mattiazzo-Swan já passou pela Terra, deixou lembranças e mandou avisar que sua imagem possui um “delayed”, quero dizer, um certo atraso, bem expressivo. É como a luz das estrelas. O que chega aqui não é tempo real. É tempo-foi, como diria a Lindanor Celina.

Diário de um desespero – ou quase - LXVI

— João Carlos Pereira

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