Jesus ressuscitou para a nossa alegria
A morte da Cruz e a Ressurreição
— dois imensos mistérios
para a nossa vida de pessoas de fé...
Ressurreição e Cruz ...
Qual dá realmente sentido à outra?
— Joana Eleuthério
Artes, fotografia, cinema, pintura, música, teatro, Arte sacra, Arquitetura de igrejas, Arte jesuítica, Heráldica eclesiástica, Ícones, Ícones bizantinos, Ícones russos, Presépio, Arte da azulejaria, Artes gráficas, Gravura
A morte da Cruz e a Ressurreição
— dois imensos mistérios
para a nossa vida de pessoas de fé...
Ressurreição e Cruz ...
Qual dá realmente sentido à outra?
— Joana Eleuthério
23 DE ABRIL sempre foi um dia especial para mim. Na data consagrada ao poderoso e glorioso São Jorge, o grande Ogum na linha dos Orixás, e sincretizado como Oxossi, na Bahia, como diria o Manuel Bandeira, justamente por ser bandeira, embandeiro eu minha alma inteira.
Diário de um desespero – ou quase - XXXIII
João Carlos Pereira
Para criar uma rotina, inventei de escrever estas crônicas, o que é muito bom. Pelo menos para mim, porque me obrigo a produzir, a manter a cabeça pensando, a ter um compromisso diário com mais de 700 pessoas, via zap, e com não sei quantas, no Face. Nas redes sociais, acompanho muitas sugestões de como passar o tempo. Umas são malucas, outas fazem bom sentido. Escrever crônicas faz sentido.
Diário de um desespero – ou quase - XXXII
João Carlos Pereira
Tudo voltará a ser como antes, assim que a poeira da doença baixar e as celebrações terminarem. Ninguém terá uma gota de saudade desses dias terríveis, eu imagino, mas a vida continuará sua rotina de monotonia, bem à moda retrô [...]
Diário de um desespero – ou quase - XVII
João Carlos Pereira
Leia mais O dia depois do coronavírus, no quartel de Abrantes
Quando a memória vai embora, o futuro fica fragilizado. Ou melhor: submete-se às oportunidades do momento e, não raro, se dobra a elas.
Diário de um desespero – ou quase - XXXI
João Carlos Pereira
É difícil, muito difícil, ser domingo e não ter ido à missa. Não é nada assemelhado com a percepção de quebrar um hábito, de sair de uma rotina de tanto tempo. Não ir à missa é uma ausência. Uma trincheira montada diante da necessidade de caminhar ao encontro da felicidade e ficar retido a dois passos dela. Um vazio escuro, como um abismo em plena tarde.
Diário de um desespero – ou quase - II
João Carlos Pereira
Não sei se existe uma pessoa que goste de velório. Se alguém me vir num, exceto no meu próprio, cuja presença será indispensável, pode ter certeza de que o finado era muito querido, ou que tinha especial apreço pela família enlutada, como se dizia antigamente, quando ainda havia anúncio fúnebre nos rádios. Tirando isso, não faço social da morte.
Diário de um desespero – ou quase - XXX
João Carlos Pereira
Quem contava essa história era a Lindanor Celina, que a escreveu, com todos os detalhes, no romance “Menina que vem de Itaiara”, o nome fictício de sua Bragança querida. Era a Pasárgada de Bandeira; a Aruanda de Eneida. O território livre, terreno do sonho, no qual entrava e saía sem precisar de passaporte. Itaiara é a terra do nunca. É minha Paris idealizada, quando estou por aqui. Lá tudo pode acontecer e ninguém é preso, humilhado, sofre frustração ou adoece e morre de corona vírus. É minha Paris inexistente.
Diário de um desespero – ou quase - XXVIII
João Carlos Pereira
Talvez a mais bonita de todas as faces de Jesus tenha sido produzida no século XVII, pelo holandês Rembrandt, hoje no acervo de um museu em Berlim. É “A cabeça de Cristo” , pintada em 1640. O rosto aparece levemente inclinado, o olhar se perde no nada, os cabelos são longos, fartos e cacheados, a barba é curta e o bigode, estreito. Há pelo menos doze versões devocionais circulando pelo mundo, em ângulos diferentes, mas o original é maravilhoso e dá a impressão de ser um jovem judeu.
Diário de um desespero – ou quase - XXIX
João Carlos Pereira
O Marajó deve ser um repositório de histórias que precisam ser contadas. Meu amigo Breno Castro já me narrou algumas, mas ali é lugar para sentar com um gravador, para quem usa essa técnica, e recolher tudo. Eu ainda me valho do meu caderno de anotações. A ilha é um ninho primoroso, precioso, rico de fatos reais, como as dos fazendeiros que a habitaram, ou vivenciados pela gente simples de lá. Não ouso escrever a palavra “imaginados”, porque com assombração não se brinca, nem dela se deve duvidar.
Diário de um desespero – ou quase - XXVII
João Carlos Pereira