A Cidade Velha e a “burra-velha-tartaruga”
Da minha Cidade Velha trago muitas lembranças, quase todas muito boas, mas o bairro ainda guarda (e protege) algumas possibilidades. Entre elas, a vontade infantil de tomar banho na calha da catedral, de onde despencava uma verdadeira cachoeira de Paulo Affonso.
Diário de um desespero – ou quase - XL
João Carlos Pereira
O verbo mangar como expressão da minha liberdade
Mangar significa rir, debochar, fazer pouco, brincar, com zero por cento de intenção de magoar alguém, de caluniar, de maldizer o outro e suas mazelas.
Diário de um desespero – ou quase - XXXIX
João Carlos Pereira
João Carlos Pereira no Big Brother Brasil ?
O que digo do BBB serve para quase todos os programas de televisão que têm plateia. Na verdade, só assisto a novelas (a algumas, claro) e ao noticiário. O resto, dispenso. Exceção abria ao Chacrinha, um doido de pedra que me fazia rir. Também via “Chico City” e não perdia séries como “Viagem ao Fundo do Mar” e “Perdidos no Espaço”, que agora passam, e eu as revejo, em canais fechados ou em DVDs.
Diário de um desespero – ou quase - XXXVIII
João Carlos Pereira
Cinema e Música on-line
No intuito de colaborar para que esses tempos difíceis que estamos vivenciando se converta também em oportunidade de boas descobertas e encantamentos frente à inventividade humana, compartilhamos a seguir algumas opções gratuitas de cultura e entretenimento para se apreciar em casa pela internet.
— Wellington Gomes
As máscaras do triste e desesperançado baile cotidiano
Como não estamos vivendo um baile de máscaras, no qual muita gente ainda insiste em dançar fora do ritmo, além da proteção do nariz e da boca, a obrigação de cobrir parte do rosto conseguiu um feito extraordinário: deixar os olhos em destaque.
Diário de um desespero – ou quase - XXXVII
João Carlos Pereira
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A difícil decisão de colocar ou não o Círio na rua
Por conta de uma angústia que começa a crescer no coração da cidade, esta semana muitas pessoas me indagaram se haveria Círio ou estaria cancelado. Também fui questionado se, desde 1793, quando a romaria saiu pela premira vez, aconteceu alguma interrupção. Essa pergunta, por incrível que pareça, é mais fácil que a primeira. Nem febre espanhola, nem surto de varíola, nem cabanagem, nem revolução de 30, nem primeira ou segunda guerras, nem quando a Irmandade brigou com a Igreja e o cortejo saiu sem padres...
Diário de um desespero – ou quase - XXXVI
João Carlos Pereira
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E se eu soubesse que morreria em poucos dias…
Na minha carne enfraquecida,
já no fim do túnel, a minha essência
se lembraria de nossos amores,
das brincadeiras, dos afetos,
do terço vespertino em família ...
Do catecismo, do amor e da gentileza de Jesus
subindo conosco ao altar da vida plena
na humildade do pão eucarístico.
— Joana Eleuthério
Os mortos que espiam e os que assombram – II (final)
Não há, eu entendo, uma escala de medos, mas se tivesse de classificar os meus, ia por ordem. Um: na infância, o fura-dedo. Era um homem do setor de erradicação da malária, que passava nas casas, à tarde, avisando que, à noite, voltaria para coletar sangue. Eu tinha tanto horror de uma reles furada de alfinete, que corria para me esconder no galinheiro de casa e vinha de lá debaixo de vara. Condução coercitiva. Uma vergonha para a espécie humana.
Diário de um desespero – ou quase - XXXV
João Carlos Pereira
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Os mortos que espiam e os que assombram – I
Jamais consegui aceitar a ideia de que pessoas – falo dos vivos, claro - iam a cemitérios em busca de paz. Conheci muita gente que afirmava gostar de absorver o silêncio daqueles lugares, enquanto caminhava entre as alamedas, olhando retratos sombrios de gente morta há tempos. Todos sérios, invariavelmente com a cara fechada, nenhum sorriso.
Diário de um desespero – ou quase - XXXIV
João Carlos Pereira
