Em nome de nossa ignorância e de nosso atraso, perdoai

Até ontem, eu não sabia que ficar apoiado sobre um dos joelhos havia se transformado em sinal de resistência e de protesto contra o racismo. Esta crônica, a partir de agora, está ajoelhada desse modo e assim ficarão, ela e as próximas, mesmo que não tratem do tema. O gesto evoca a posição em que o policial matou George Floyd por asfixia. Ao agir assim, as pessoas repelem os sentimentos que levaram um branco a matar um negro. Esta crônica está de joelhos e deste modo prosseguirá, como forma de se manifestar indignada e de rezar.

Diário de um desespero – ou quase - LXXV

— João Carlos Pereira

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A Lei Régia da Escritura

Resgatar o cuidado com os pobres em nossa sociedade é missão primeira da igreja. A Carta de São Tiago, no capítulo 2, vai lembrar que toda a Escritura é voltada para atender os mais necessitados porque Deus escolheu os pobres.

— Simone Furquim Guimarães (Cebi-DF)

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As muitas formas de anunciar o fim do mundo

Toda vez que a vinheta do plantão do jornalismo da Globo interrompe a programação, meu coração dispara. Penso logo que explodiu a III Guerra Mundial, ou que o Papa morreu ou que Brasília está em chamas, como agora. Jamais espero – e acho que nunca houve mesmo – uma notícia boa. Notícia boa não é muito a cara do jornalismo. E o que há de muito bom para ser anunciado, agora, que não seja a cura do corona vírus?

Diário de um desespero – ou quase - LXXXIX

— João Carlos Pereira

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Um cartaz feito de luz, cor, flores e vento. Uma proposta para o Guiness.

O cartaz do Círio é um Círio desenhado em papel, sempre à espera de ser substituído pelo do ano seguinte. O cartaz do Círio é a nossa folhinha sem o registro dos meses. É um calendário apenas do ano. É o registro do tempo entre um Círio e outro Círio. É, de alguma forma, a visita da Senhora e sua constante presença entre nós.

Diário de um desespero – ou quase - LXXIII

— João Carlos Pereira

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Os do mal e os do bem: cada um no seu quadrado

Se pensasse como os iconoclastas contemporâneos, a criadora do Museu de Cera mais famoso do mundo não teria dado espaço aos cruéis da História. A menos que, à noite, como filme em que as criaturas de cera de um museu criam vida, graças a uma placa egípcia, os do mal não se misturam com os do bem. Quem desejar vê-los, terá o valor do bilhete aumentado. Simples assim.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXVII

— João Carlos Pereira

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Coração divino que nos humaniza

O Coração de Jesus nos capacita olhar a realidade, compreender cada pessoa em sua situação e viver oblativamente, a partir da gratidão e da responsabilidade. Ao sentir o pulsar de nosso coração em sintonia com o Coração de Jesus nos ajuda a recuperar o “humanismo” que estamos perdendo.

— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ

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A Ferrari que morre e a vida que não vai mudar

O “novo normal” vai surgir, sim, mas tenho dúvidas sobre o homem novo que nascerá depois que a peste passar. As grifes não vão deixar de ser caras, cada vez mais caras, e os luxos não diminuirão. O ideal de um mundo fraterno continuará no papel. Os sonhos de consumo, inclusive de uma Ferrari, não deixarão de existir.

Diário de um desespero – ou quase - LXXIV

— João Carlos Pereira

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