Entre meter o pé na jaca, o sacerdócio e quase virar dotô

Não me conformo com pessoas dizendo que português é difícil. Difícil é russo; difícil é japonês. Português é uma língua maravilhosa, plástica, sonora, doce, musical, acessível, elegante, mas que apanha todos os dias da falta de apreço. Na verdade, não é apenas falta de apreço: é excesso de chatice das aulas de gramática. Muito não pode; o certo e o errado demais. Mais nota baixa do que incentivo.

Diário de um desespero – ou quase - XLIX

— João Carlos Pereira

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Jesus: Pedra Angular

Neste domingo, a proclamação da Palavra tem um duplo contexto de uma ação (sumir) consumadora e de outra ação (assumir) responsabilizadora. O sumir é destacado pela despedida de Jesus e o assumir pela consagração dos discípulos.

— Pe. Cyril Suresh, SJ

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Agar

Hoje gostaria de falar sobre Agar, que era mãe, estrangeira e escrava. Conhecemos muito pouco sobre ela. Somente que foi escrava e que gerou Ismael, patriarca do povo árabe. Ela está no livro do Gênesis, em dois capítulos: 16,1-16 e 21,1-21, e ocupa uma importante conversa sobre salvação, promessa e benção divina.

— Simone Furquim Guimarães (Cebi-DF)

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A ambulância corta a noite e eu espero Van Gogh

Não sei por qual razão, mas acho que a morte, traiçoeira, cadela cada dia mais faminta, de que falava Mário Faustino, prefere agir nas sombras. Ela e a bruxa cega, sua parceira mesquinha, que toca qualquer um indiscriminadamente, apenas para transmitir a miséria de sua colega esquelética, estão com a corda toda.

Diário de um desespero – ou quase - XLVIII

— João Carlos Pereira

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As três mulheres do quarto de Mario Quintana

Eram três mulheres lindas, com a beleza realçada pelo preto & branco nítido, como igualmente nítida devia ser a saudade do poeta ou a paixão que sentia por elas: Cecília Meireles, Bruna Lombardi e Greta Garbo. Não eram as três mulheres do sabonete Araxá, para a quais Manoel Bandeira compôs uma balada. Eram as três mais belas canções que Quintana jamais escreveu.

Diário de um desespero – ou quase - XLVII

— João Carlos Pereira

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Deus dentro de mim

Diante do imenso Mistério de Deus
e da Trindade, emudeço.
Fico totalmente silenciosa e
atenta às sensações.
Ouço as palavras que
meus sentidos sussurram...
A percepção sensorial me
ajuda a decifrar as mensagens.

— Joana Eleuthério

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A menina seca atrás da porta, em Santo Alexandre

Falavam em casa, e eu, que sempre adorei ficar escutando conversa de adulto, justamente porque era proibido e toda informação era mal elaborada, ouvi, sem querer, a história da menina que secou, no exato momento em que tentou agredir a mãe, com uma vassoura, tamanha sexta-feira da Paixão. Como um castigo divino, um raio paralisante caiu-lhe sobre a cabeça e ela murchou. Mumificou-se todinha.

Diário de um desespero – ou quase - XLVI

— João Carlos Pereira

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