Categoria: Arte e Cultura

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Padre Bruno na casa dos santos

Ele não escolheu ser santo. Simplesmente era. A bondade que habitava aquele corpo magrinho foi forte o suficiente para edificar uma república livre das marcas que transformaram a República brasileira de hoje em qualquer coisa indigna desse nome. A República de Emaús, ou do Pequeno Vendedor, só pensava e agia em nome do amor e da solidariedade.

Diário de um desespero – ou quase - LXXI

— João Carlos Pereira

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Paris em forma de gente não precisa do normal. Nem do novo normal.

Quando o novo normal desaparecer e o normal retornar à cena, trazendo de volta as legiões que sobem à Torre Eiffel e se danam diante da pirâmide do Louvre, Paris continuará a ser um cartão postal e seu encanto mais verdadeiro estará preservado nas ruas verdadeiramente suas, sem turistas, sem aglomerações.

Diário de um desespero – ou quase - XCVIII

— João Carlos Pereira

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O que eu sei, o que elas sabem e o que jamais aprenderei

Preso em casa, ocupando cela especial na solitária a que o corona vírus nos impôs, lembro, cada vez mais, da minha infância e comparo com a delas. Fui menino-cachorro-vira-lata, criado na rua. Elas, meninas-passarinho, viram a vida, quase sempre, da janela de um apartamento. Sei que não existe medidor de felicidade, mas penso que, olhando duas realidades, saí ganhando.

Diário de um desespero – ou quase - LXIX

— João Carlos Pereira

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O menino feito de incompletudes começa a se despedir

Esta a primeira das últimas dez crônicas da série “Diário de um desespero – ou quase”, prevista, agora, para acabar no número 100. Não haverá 101ª, ou CI. A série do desespero não tem mais sentido, porque não sinto mais vontade de bater a cabeça na parede. Me habituei ao distanciamento e acho que não me acostumarei à rua com a mesma facilidade de antes.

Diário de um desespero – ou quase - XC

— João Carlos Pereira

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Aprender com o aluno para, um dia, chegar à condição de professor

Sou e sempre serei extremamente agradecido aos meus alunos remotos e eterno devedor das lições que me propuseram. Um semestre inteiro dedicado à humanização do ensino, à generosidade e ao afeto. O corona vírus me revelou que o magistério, como sinônimo de ministério, nesta hora, é algo para além de compartilhar conhecimentos. É adoçar a relação e colocar-se a serviço da vida, pela estrada da educação.

Diário de um desespero – ou quase - XCV

— João Carlos Pereira

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