Cabelos sem tinta, a vida (sempre) de verdade
O homem livre é o que, na sua paz, se conhece e pouco se importa com a opinião do mundo. Isso não significa ser superior, mas a indiferença ajuda a superar o que nos consome. Os antigos, principalmente os antigos de Portugal, gostavam de dizer que “quem cala, vence”. Não se trata do silêncio submisso, mas da resposta sem palavras.
— João Carlos Pereira
No aniversário de Nossa Senhora, nasce o site “O Tempo Todo”
Visitem o site especializado em Círio. Ele estará otempotodo, no celular ou no computador, com vocês. Ou convosco, para ficar na forma vós.
— João Carlos Pereira
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Essência
Falaste que vivi a cultuar imagens;
Assustei-me e argumentei:
Imagens, para mim, são como fotos.
— Cléria d'Almeida Córdova
Natividade de Nossa Senhora
O nosso João voltou para a Casa do Pai
No Dia do Senhor, Deus veio buscá-lo para assistir à missa no Céu. Com certeza foi conduzido por sua Mãe, por nossa Mãe, Nossa Senhora de Nazaré, para a cerimônia e sentou no lugar destinado aos justos e aos bons.
A morte do João, do nosso João, não foi apenas uma perda. Foi uma devastação.
— João Carlos Pereira
Para caminhar entre os mortos e o roteiro dos “santos” populares
Nossos cemitérios permitem um encontro com santos ditos populares, aqueles que o povo “canoniza”, poupando trabalho ao Vaticano, que é o fazedor oficial de operadores de milagres. Aqui temos intercessores para todos os gostos e credos. Uns tiveram a fama cultivada, outros viram-na ceifada no nascedouro.
— João Carlos Pereira
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O nome de Eneida em todo canto
Era uma pessoa que jamais topou chantagem ou coisa parecida. Viveu numa retidão de fazer inveja. Tão alegre, tão carnavalescamente alegre, que era o próprio retrato do carnaval brasileiro. Sua ideologia era, mal comparada, uma religião. Viveu, lutou, foi para cadeia por causa de suas idéias. Se afastou um milímetro delas por causa disso?
— João Carlos Pereira
Eneida, tanta história, tanto amor, tanta gente
Eneida era boa, justa e generosa. E bonita também. Vicente Salles dizia que sua voz ficou rouca, de tanto gritar pela liberdade. A literatura que produziu é de tal forma lírica, que comprova o que Jesus disse: a boca do homem fala do que está cheio o coração. No caso, seu texto fala até hoje de amor.
— João Carlos Pereira
Eneida e um carnaval que virou saudade
Alguém suspeitaria que a memória do carnaval brasileiro, em especial a do carnaval carioca, deve ser eterna devedora do poeta Carlos Drummond de Andrade? Logo ele, tão recatado, tão avesso ao barulho, que gesto seu moveria esse condão da história? A insuspeita resposta vai na direção da amizade com Eneida. Com a nossa Eneida.
— João Carlos Pereira
