Édson Franco e a trágica consciência do finito
Para ser absolutamente verdadeiro, nem imagino o que se passa depois de fechar os olhos para sempre. Pior é pensar que nada se passa e que a gente vira pó, juntamente com o cadáver. Melhor sorte terão os que se transformarem em passarinhos transparentes ou encantarem-se à luz das estrelas. Esse destino é tão incerto que procuro nem me ocupar dele. O que tiver de ser, será. Só espero que não seja agora. Nem nos próximos anos.
Diário de um desespero – ou quase - XCIII
— João Carlos Pereira
