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Brasília: sonhos e esperanças

Fazer de nossa cidade novo céu e nova terra, cidade santa, onde mana leite e mel. Este sonho e esperança são de todos nós. Nesse período de quarentena, não teremos festa nas ruas de Brasília, mas pode ser um momento propício para pensarmos um modelo de cidade, de sociedade mais fraterna, solidária, que respeita a diversidade e o meio ambiente.

Simone Furquim Guimarães (Cebi)

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A notícia em tempo real e os desafios do agora

As brincadeiras domésticas já perderam um bocado da graça e o confinamento, graças ao bom Deus, ainda não chegou a gerar atritos, mas ouvir, a todo minuto, proibições e lembretes de que pertenço a dois grupos de risco não é fácil. A conversa é monotemática, as reportagens na televisão dão volta em torno do planeta, abordando o mesmo assunto e, nas redes sociais, verdades convivem com fake news com uma facilidade que incomoda.

Diário de um desespero – ou quase - III

João Carlos Pereira

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Uma família que contava versos

Com o dinheiro pouco e regrado, a mãe se consumia com o pagamento do aluguel, porque era uma desonra atrasar um dia sequer. Com jeito jocoso, mas em forma de verdadeira oração, um dos meninos, que depois seria médico famoso na cidade, dizia: “São José, nos dê um chalé”. O outro, que alcançou o desembargo, completava: “São João, nos dê um porão”. Eram líricas alusões ao teto próprio com que sonhavam, para que se livrassem do senhorio.

Diário de um desespero – ou quase - IV

João Carlos Pereira

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Histórias que entram por uma porta e saem por outra

Se ainda há quem acredite que minhas crônicas nascem prontas, lamento desapontar. Elas apanham tanto, antes de ganhar a luz, que me dá até pena. Fosse um ser humano, sujeito à sensibilidade na hora de cortar, apareceriam cheias de ataduras, de tantos golpes que levaram. Eu sigo meu professor Graciliano e corto, corto, corto, reescrevo sem pena. Às vezes, o resultado não me agrada e simplesmente deixo um trabalho inteiro de lado, para que apodreça e morra no esquecimento, ou para tentar melhorá-lo depois. Mas, eventualmente, nada se salva.

Diário de um desespero – ou quase - XXVI

João Carlos Pereira

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O amor segundo Lindanor Celina e Serge Casha (II)

Em 2017, o Pará prestou à Lindanor um grande tributo, celebrando, de todas as formas, seu centenário. Onde quer que estivesse – e com certeza está no céu – ela deve ter experimentado um sentimento ambíguo. Primeiro, a felicidade por ter seu nome lembrado, reverenciado, aplaudido e o talento de grande escritora, reconhecido. Houve eventos para marcar a data em muitos lugares, inclusive na França.

Diário de um desespero – ou quase - XXV

João Carlos Pereira

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O amor segundo Lindanor Celina e Serge Casha (I)

Quando os olhos dos dois se cruzaram, todos os sinos de Paris tocaram ao mesmo tempo. Uma noite de 14 de julho e seu espetáculo pirotécnico brilharam em pleno dia. O cupido, que já rondava o ambiente, avisado de que teria trabalho, naquele lugar, disparou duas flechas embebidas em paixão no coração de cada um e, partir de então, o mundo nunca mais foi o mesmo. Pelo menos o mundo de Lindanor Celina e de Serge Casha.

Diário de um desespero – ou quase - XXIV

João Carlos Pereira

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As lições (não aprendidas) do BBB e o tempo presente

Minha casa, dizem as filhas, está o próprio BBB. Todo dia, para espantar o tédio, elas perguntam quem vai para o paredão. A resposta vem em coro: ele! Como entre nós só há um ele, e esse ele se chama João Carlos Pereira, não resta dúvida. Ainda que o nosso paredão seja simbólico e nada tenha a ver com os históricos “perdóns”, diante do qual os inimigos da pátria são legalmente fuzilados, não é confortável ser mandado para lá.

Diário de um desespero – ou quase - V

João Carlos Pereira

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