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Memórias de um menino que quase não saiu da escola

Saí da escola e, na universidade, fiz um curso que não era exatamente a minha praia. Tenho duas especializações em língua portuguesa e passei duas vezes no mestrado. Fui professor e sou jornalista. Mas, como já disse nesta interminável quarentena, em pelo menos três crônicas, o que eu queria mesmos era ser padre.

Diário de um desespero – ou quase - LXIV

— João Carlos Pereira

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Jesus: “Eu estarei com vocês todos os dias, até ao fim do mundo”

No tempo difícil como hoje, a meditação da Palavra sutilmente traz uma luz significativa para a conversão e a proteção da humanidade. O caminho de diálogo nem sempre é fácil. Porém, um olhar sincronizador de diálogo recíproco e recorrente dentro das leituras litúrgicas lentamente revelaria para nós um aspecto tridimensional ou tripartido mais amplo, capacitando, segundo Pedro, a nossa disposição de dar explicações sobre a esperança que temos

— Pe. Cyril Suresh, SJ

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Ascensão: proximidade radical

O Mistério Pascal é uma realidade única: nem a ressurreição, nem a ascensão, nem o sentar-se à direita do Pai, nem a glorificação, nem a vinda do Espírito, são fatos separados.
As diferentes “expressões” do Mistério Pascal, pertencem ao hoje como ao ontem, são tão nossas como foram para Pedro, João ou Madalena.

— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ

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Lições de agora para a vida toda. Ou nada terá valido a pena.

O tempo correu e meus brincados passaram a ser outros. A vontade de ter um autorama morou comigo, num quartinho escondido no sótão da minha alma, por muitos e muitos anos. Um dia, quando precisei abrir todos os cômodos da minha alma, inclusive os compartimentos secretos, aqueles que se comunicavam com o mundo através de passagens desconhecidas, dei por falta do autorama. Procurei por todo canto e não havia sinal dele.

Diário de um desespero – ou quase - LXII

— João Carlos Pereira

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A rasga-mortalha e o pássaro Roca: entre o medo e a fantasia

Ontem minha rede começou a piar. Faltava azeitar a atracação. Instalado o modo silêncio no ambiente, voltei para o meu sossego e fiquei imaginando que tipo de ave poderia fazer barulho semelhante ao de rede. Como minha cabeça é território fértil, o pensamento voltou logo para a infância, tempo em que eu ouvia histórias sobre o Pássaro Roca e a Rasga-Mortalha.

Diário de um desespero – ou quase - LXI

— João Carlos Pereira

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O destino e o amanhã de todos apenas nas mãos de Deus

Não sei como está sendo este tempo para os adivinhos, sobretudo para os que não conseguiram colocar em suas previsões para 2020 o quadro em que estamos vivendo. Uma tela tão gigantesca, tão monumental, não poderia passar despercebida de todos os métodos de comunicação com o além, para vislumbrar o ano novo. Quem falou em morte de famosos, já ganhou muitos pontos.

Diário de um desespero – ou quase - LX

— João Carlos Pereira

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O céu de Belém e o sonho real

Sinto saudade das estrelas, porque elas passaram a fazer parte da minha felicidade. Minha filha mais nova, quando era pequena, sentava no meu colo e me ensinava coisas maravilhosas sobre o céu. Uma noite, ela me disse: “você sabia que existe uma estrela bem grande, com uma bolsa na barriga, e, antes de amanhecer, vai recolhendo todas as outras para soltar na outra noite?”. Duvido que essa teoria seja contestada por qualquer astrônomo, porque, quem ama o céu, só pode ter um pezinho na poesia.

Diário de um desespero – ou quase - LIX

— João Carlos Pereira

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Os fósforos coloridos, o telefone e a escadaria do sonho

Muitas outras coisas evaporaram de nossos olhos, como enceradeira, vasculho de forro, espanador, saco de café, ventilador de carro, navalha, isso só para ficar na lista dos utensílios mais lembrados. Mentex e os drops coloridos, da marca Ducora, tinham delicioso gosto de cinema e de infância, porém ninguém mais os vê – pior: não prova. Agora, cinema tem sabor de exploração. Os “combos” custam o olho da cara e as pessoas compram, como se aquilo não fosse um roubo.

Diário de um desespero – ou quase - LVIII

— João Carlos Pereira

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