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Os astros do humor infantil e o palhaço que sofre na esquina

Como não posso navegar de verdade, chego à janela e sinto que se transmuta em barquinho, no melhor faz-de-conta que pode haver. Foi justamente numa dessas fugidas que vi um palhaço, meu velho conhecido, embora jamais tenhamos trocado um sorriso, que pintava o rosto sentado ao pé de uma mangueira, em frente ao Museu.

Diário de um desespero – ou quase - LII

— João Carlos Pereira

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De como nascem as palavras ou como se criam expressões

Para celebrar a vida e o fato de haver chegado inteiro - ou quase (sempre há um diabo de quase nas minhas histórias) à quinquagésima crônica, essa estranha letra L, em algarismo romano, que não coincide com o número de dias de isolamento, talvez 53, não sei, mas o certo é que “Diário” surgiu, depois de haver sido decretada a prisão domiciliar, passo a contar a transformação de provérbios curiosos e de algumas palavras, cuja raiz é ainda mais curiosa.

Diário de um desespero – ou quase - L

— João Carlos Pereira

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Entre meter o pé na jaca, o sacerdócio e quase virar dotô

Não me conformo com pessoas dizendo que português é difícil. Difícil é russo; difícil é japonês. Português é uma língua maravilhosa, plástica, sonora, doce, musical, acessível, elegante, mas que apanha todos os dias da falta de apreço. Na verdade, não é apenas falta de apreço: é excesso de chatice das aulas de gramática. Muito não pode; o certo e o errado demais. Mais nota baixa do que incentivo.

Diário de um desespero – ou quase - XLIX

— João Carlos Pereira

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Jesus: Pedra Angular

Neste domingo, a proclamação da Palavra tem um duplo contexto de uma ação (sumir) consumadora e de outra ação (assumir) responsabilizadora. O sumir é destacado pela despedida de Jesus e o assumir pela consagração dos discípulos.

— Pe. Cyril Suresh, SJ

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Vida em abundância e nada de morte!

O leitor-ouvinte, sendo batizado no mistério Pascal de Jesus, assume o papel duplo de ser ovelha (de Deus) e de ser pastor das ovelhas, ao mesmo tempo.
Ser pastor-ovelha vivendo a aliança de Deus e cuidando as ovelhas sofridas (povo de Deus) faz o seguidor abraçar Jesus Cristo, que, por sua vez, foi Pastor-Ovelha, cuidando o seu rebanho (a Igreja) e salvando as ovelhas (humanidade) pelo marco de perdão, de reconciliação, de paz!

Pe. Cyril Suresh, SJ

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Quem matou dona Iolanda? Verdades e versões.

A mulher era a pessimidade em forma de gente, do tipo que não falava com pobre, não dava a mão a preto e não carregava embrulho, tal como na música “a banca do distinto”, escrita por Dolores Duran e lindamente interpretada pela Elis Regina. Dona Iolanda chegou ao mundo impregnada da maldade da casa grande e saiu dele como qualquer vivente: na horizontal e sua soberba se decompôs junto com o corpo.

Diário de um desespero – ou quase - XLIV

João Carlos Pereira

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