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A Ferrari que morre e a vida que não vai mudar

O “novo normal” vai surgir, sim, mas tenho dúvidas sobre o homem novo que nascerá depois que a peste passar. As grifes não vão deixar de ser caras, cada vez mais caras, e os luxos não diminuirão. O ideal de um mundo fraterno continuará no papel. Os sonhos de consumo, inclusive de uma Ferrari, não deixarão de existir.

Diário de um desespero – ou quase - LXXIV

— João Carlos Pereira

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A língua em que me pronuncio no amor à vida e à liberdade

Minha relação inicial com o idioma foi confusa e atormentada. Tive péssimos professores, que achavam que a língua era um amontoado de regras, em estado de atenção, incontestáveis, mais infalíveis do que o Papa e prontas para ser seguidas cegamente. Não havia possibilidade do aceitável ou permitido no registro oral.

Diário de um desespero – ou quase - LXXX

— João Carlos Pereira

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Nada muda, um sambinha corta o silêncio e as estrelas mandam lembranças

O silêncio das ruas que ajudou a levar o sambinha até minha sacada me cobriu novamente de solidão. No céu, as constelações que mais amo, as “Três Marias” e o “Cruzeiro do Sul”, brilhavam. Acho que, percebendo que eu as admirava, mandavam um alô. A vida é complicada. Viver não é para amadores. Eu sou amador.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXV

— João Carlos Pereira

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A regência do verbo namorar e a delícia de ser casado com

O que isso tem a ver com o verbo namorar? Nada. Ou melhor: tudo. Entre o político e gramaticalmente correto, neste caso, eu prefiro o verbo namorar em sua versão estropiada, errada, inadequada, ofensiva aos bons modos e aos salões do saber. Todo mundo diz que fulana namora com sicrano (ou com sicrana) e ninguém deixa de entender. Não estou pregando a desobediência cívico-gramatical, mas apenas dando uma banana às chatices. A vida podia ser mais simples e arejada sem determinadas cobranças ou artificialismos.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXII

— João Carlos Pereira

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Feriadão, romaria e procissão: cada coisa no seu lugar

Nesta quinta-feira, teríamos, a rigor, a única procissão da Igreja Católica. As demais são romarias. Quando há o Santíssimo, é procissão. Sem o Santíssimo, romaria. Mas a fala do povo misturou tudo e, por exemplo, se chama procissão para o Círio, quando o certo seria romaria. Na hora da emoção, vale tudo.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXI

— João Carlos Pereira

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Santo Antônio é de Lisboa ou de Pádua?

Um dos maiores santos da Igreja se chamava Fernando, ou Fernão, Antônio de Boulhões e nasceu em Lisboa, no dia 15 de agosto de 1195. Como se vê, era português. Viveu pouquinho, apenas 36 anos, e teve a graça de conviver com outro santo pelo qual o mundo cristão é apaixonado: São Francisco. Reconhecido como pregador extraordinário e grande realizador de milagres, ainda em vida, foi canonizado apenas onze meses depois de sua morte. Santo Antônio é um caso raríssimo entre os humanos com direito à glória dos altares.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXIII

— João Carlos Pereira

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Como se faz um santo – passo a passo de uma longa burocracia

No mês dos três santos populares e associados às festas sob bandeirinhas, com direito à fogueira e à boa mesa – Antônio, João e Pedro – além de Marçal, um pouco menos conhecido, é bom refletir sobre a santidade, um estado cada vez mais próximo de todos nós, que dispensa o diploma da Santa Sé e ajuda a transformar o mundo, através da bondade e de gestos concretos de amor desinteressado.

Diário de um desespero – ou quase - LXXXIV

— João Carlos Pereira

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A CVX e a pandemia no Brasil de hoje

Na complexidade do momento, não existem saídas ou soluções fáceis. É preciso reconhecer, com a mesma compaixão de Jesus, o sofrimento de tantas pessoas, em especial os mais vulneráveis: doentes, sobretudo os que esperam um leito, desempregados, trabalhadores informais, indígenas, pequenos empreendedores e todo rol de minorias, que formam a grande maioria do povo brasileiro e que padece de uma história de desigualdade social, exposta de maneira mais nua nessa pandemia.

— Comunidade de Vida Cristã (CVX)

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Vidas negras importam

No tempo de Jesus, havia muitas leis que separavam as pessoas. As leis da pureza determinavam quem estava mais próximo de Deus e quem estava mais distante. Embora não faça parte da nossa cultura o sistema do puro e do impuro, ainda há muitas barreiras e preconceitos que separam e dividem as pessoas nos diversos ambientes sociais, sobretudo se possui a pele negra.

— Simone Furquim Guimarães (Cebi-DF)

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