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IGNATIANA é um blog de produção coletiva, iniciado em 2018. Chama-se IGNATIANA (inaciana) porque buscamos na espiritualidade de Inácio de Loyola uma inspiração e um modo cristão de se fazer presente nesse mundo vasto e complicado.

Lições de agora para a vida toda. Ou nada terá valido a pena.

O tempo correu e meus brincados passaram a ser outros. A vontade de ter um autorama morou comigo, num quartinho escondido no sótão da minha alma, por muitos e muitos anos. Um dia, quando precisei abrir todos os cômodos da minha alma, inclusive os compartimentos secretos, aqueles que se comunicavam com o mundo através de passagens desconhecidas, dei por falta do autorama. Procurei por todo canto e não havia sinal dele.

Diário de um desespero – ou quase - LXII

— João Carlos Pereira

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O solitário adeus a uma paraense, que vivia da (e para) literatura

Olga era detalhista, não deixava passar nada. Por isso foi considerada uma tradutora de primeira linha. A coluna “A Mona Lisa de Copacabana”, cujos parágrafos, no estilo da coluna, eram numerados, deve ser entendida no contexto de sua época, sete anos atrás, mas tão atual, como se houvesse sido escrita hoje.

Diário de um desespero – ou quase - LVII

— João Carlos Pereira

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Jesus: “Eu não deixarei vocês órfãos”

No tempo difícil como hoje, a meditação da Palavra sutilmente traz uma luz significativa para a conversão e a proteção da humanidade. O caminho de diálogo nem sempre é fácil. Porém, um olhar sincronizador de diálogo recíproco e recorrente dentro das leituras litúrgicas lentamente revelaria para nós um aspecto tridimensional ou tripartido mais amplo, capacitando, segundo Pedro, a nossa disposição de dar explicações sobre a esperança que temos

— Pe. Cyril Suresh, SJ

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Planos para o primeiro dia de liberdade

Eu também irei à igreja assim que permitirem, numa hora que, espero, não haja muita gente, tipo depois do almoço, mas não pegarei o carro, nem que esteja chovendo. Vou a pé, com guarda-chuva ou me molhando, para poder reencontrar a paisagem humana que sumiu dos meus olhos há dois meses e na qual penso, com preocupação.

Diário de um desespero – ou quase - LIV

— João Carlos Pereira

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Agar

Hoje gostaria de falar sobre Agar, que era mãe, estrangeira e escrava. Conhecemos muito pouco sobre ela. Somente que foi escrava e que gerou Ismael, patriarca do povo árabe. Ela está no livro do Gênesis, em dois capítulos: 16,1-16 e 21,1-21, e ocupa uma importante conversa sobre salvação, promessa e benção divina.

— Simone Furquim Guimarães (Cebi-DF)

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A ambulância corta a noite e eu espero Van Gogh

Não sei por qual razão, mas acho que a morte, traiçoeira, cadela cada dia mais faminta, de que falava Mário Faustino, prefere agir nas sombras. Ela e a bruxa cega, sua parceira mesquinha, que toca qualquer um indiscriminadamente, apenas para transmitir a miséria de sua colega esquelética, estão com a corda toda.

Diário de um desespero – ou quase - XLVIII

— João Carlos Pereira

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As três mulheres do quarto de Mario Quintana

Eram três mulheres lindas, com a beleza realçada pelo preto & branco nítido, como igualmente nítida devia ser a saudade do poeta ou a paixão que sentia por elas: Cecília Meireles, Bruna Lombardi e Greta Garbo. Não eram as três mulheres do sabonete Araxá, para a quais Manoel Bandeira compôs uma balada. Eram as três mais belas canções que Quintana jamais escreveu.

Diário de um desespero – ou quase - XLVII

— João Carlos Pereira

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A menina seca atrás da porta, em Santo Alexandre

Falavam em casa, e eu, que sempre adorei ficar escutando conversa de adulto, justamente porque era proibido e toda informação era mal elaborada, ouvi, sem querer, a história da menina que secou, no exato momento em que tentou agredir a mãe, com uma vassoura, tamanha sexta-feira da Paixão. Como um castigo divino, um raio paralisante caiu-lhe sobre a cabeça e ela murchou. Mumificou-se todinha.

Diário de um desespero – ou quase - XLVI

— João Carlos Pereira

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