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IGNATIANA é um blog de produção coletiva, iniciado em 2018. Chama-se IGNATIANA (inaciana) porque buscamos na espiritualidade de Inácio de Loyola uma inspiração e um modo cristão de se fazer presente nesse mundo vasto e complicado.

Dois pés na jaca, ao mesmo tempo, seria muita leseira

Não foi preciso que eu inventasse esse hábito de escrever uma crônica todo dia, fosse para me manter vivo e ativo, com responsabilidade junto a um público fiel, leitores cuja face conheço, outros que sequer imagino onde estão e quem são, porque a internet possui o mundo como limite, para que tivesse noção da minha fragilidade e de como me atrapalho com um simples novelinho de lã.

Diário de um desespero – ou quase - LXVII

— João Carlos Pereira

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Da distração à dedicação: um convite ao centro

A vocação e a missão que recebemos do Senhor e que herdamos de nossos predecessores não permitem seguidores ou servidores “distraídos”. O Senhor continua chamando a irmãos e amigos para que sigam a seu Filho, pessoas que estão dispostas a dar tudo por seu sonho de salvação para toda a humanidade. A tarefa continua sendo tão imensa e desafiante como sempre.

— Pe. Adolfo Nicolás, SJ

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O cometa verde do tempo-foi

Descoberto pelo cientista australiano Michael Mattiazzo, o cometa não foi batizado com o seu nome – uma injustiça que precisa ser reparada. O que para nós vai ser cometa Mattiazzo, para a ciência é apenas Swan, porque foi observado com o Solar Wind Anisotropies (Swan), um instrumento integrante do satélite de observação Soho, operado pela Nasa e pela Agência Espacial Europeia. O nosso Mattiazzo-Swan já passou pela Terra, deixou lembranças e mandou avisar que sua imagem possui um “delayed”, quero dizer, um certo atraso, bem expressivo. É como a luz das estrelas. O que chega aqui não é tempo real. É tempo-foi, como diria a Lindanor Celina.

Diário de um desespero – ou quase - LXVI

— João Carlos Pereira

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No coração de todos, o Círio da esperança

Há muitas formas de fazer o Círio. A pandemia coloca a criatividade e a fé diante de um desafio. A menos que um milagre rasgue os céus do planeta e, do dia para a noite, aglomerações sejam toleradas e, mais do que isso, aceitas, o Círio no formato atualizado há 228 anos poderá manter a escrita. Se não mantiver, será Círio do mesmo jeito. Haverá cartaz, peregrinações em casas, guardadas as recomendações sanitárias. Será servido o tradicional almoço, mas de uma forma diferente. Ou igual, não sei. Ninguém sabe.

Diário de um desespero – ou quase - LXV

— João Carlos Pereira

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Memórias de um menino que quase não saiu da escola

Saí da escola e, na universidade, fiz um curso que não era exatamente a minha praia. Tenho duas especializações em língua portuguesa e passei duas vezes no mestrado. Fui professor e sou jornalista. Mas, como já disse nesta interminável quarentena, em pelo menos três crônicas, o que eu queria mesmos era ser padre.

Diário de um desespero – ou quase - LXIV

— João Carlos Pereira

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Jesus: “Eu estarei com vocês todos os dias, até ao fim do mundo”

No tempo difícil como hoje, a meditação da Palavra sutilmente traz uma luz significativa para a conversão e a proteção da humanidade. O caminho de diálogo nem sempre é fácil. Porém, um olhar sincronizador de diálogo recíproco e recorrente dentro das leituras litúrgicas lentamente revelaria para nós um aspecto tridimensional ou tripartido mais amplo, capacitando, segundo Pedro, a nossa disposição de dar explicações sobre a esperança que temos

— Pe. Cyril Suresh, SJ

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Raimundo Caramuru

Aqui mesmo em nossa querida Arquidiocese, muitos tiveram o privilégio de conviver com o professor, teólogo e economista Raimundo Caramuru, exemplo luminoso de seguimento de Jesus. Numa leitura possível de se fazer não seria exagero dizer que ele veio do Pai e a Ele retorna, acolhido em seus braços. O seu trabalho na construção de justiça e paz na arquidiocese de Brasília deve ser sempre lembrado, bem como sua linda atuação na consolidação da CNBB.

— Simone Furquim Guimarães (Cebi-DF)

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Ascensão: proximidade radical

O Mistério Pascal é uma realidade única: nem a ressurreição, nem a ascensão, nem o sentar-se à direita do Pai, nem a glorificação, nem a vinda do Espírito, são fatos separados.
As diferentes “expressões” do Mistério Pascal, pertencem ao hoje como ao ontem, são tão nossas como foram para Pedro, João ou Madalena.

— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ

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