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IGNATIANA é um blog de produção coletiva, iniciado em 2018. Chama-se IGNATIANA (inaciana) porque buscamos na espiritualidade de Inácio de Loyola uma inspiração e um modo cristão de se fazer presente nesse mundo vasto e complicado.

Planos para o primeiro dia de liberdade

Eu também irei à igreja assim que permitirem, numa hora que, espero, não haja muita gente, tipo depois do almoço, mas não pegarei o carro, nem que esteja chovendo. Vou a pé, com guarda-chuva ou me molhando, para poder reencontrar a paisagem humana que sumiu dos meus olhos há dois meses e na qual penso, com preocupação.

Diário de um desespero – ou quase - LIV

— João Carlos Pereira

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Agar

Hoje gostaria de falar sobre Agar, que era mãe, estrangeira e escrava. Conhecemos muito pouco sobre ela. Somente que foi escrava e que gerou Ismael, patriarca do povo árabe. Ela está no livro do Gênesis, em dois capítulos: 16,1-16 e 21,1-21, e ocupa uma importante conversa sobre salvação, promessa e benção divina.

— Simone Furquim Guimarães (Cebi-DF)

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A ambulância corta a noite e eu espero Van Gogh

Não sei por qual razão, mas acho que a morte, traiçoeira, cadela cada dia mais faminta, de que falava Mário Faustino, prefere agir nas sombras. Ela e a bruxa cega, sua parceira mesquinha, que toca qualquer um indiscriminadamente, apenas para transmitir a miséria de sua colega esquelética, estão com a corda toda.

Diário de um desespero – ou quase - XLVIII

— João Carlos Pereira

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As três mulheres do quarto de Mario Quintana

Eram três mulheres lindas, com a beleza realçada pelo preto & branco nítido, como igualmente nítida devia ser a saudade do poeta ou a paixão que sentia por elas: Cecília Meireles, Bruna Lombardi e Greta Garbo. Não eram as três mulheres do sabonete Araxá, para a quais Manoel Bandeira compôs uma balada. Eram as três mais belas canções que Quintana jamais escreveu.

Diário de um desespero – ou quase - XLVII

— João Carlos Pereira

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A menina seca atrás da porta, em Santo Alexandre

Falavam em casa, e eu, que sempre adorei ficar escutando conversa de adulto, justamente porque era proibido e toda informação era mal elaborada, ouvi, sem querer, a história da menina que secou, no exato momento em que tentou agredir a mãe, com uma vassoura, tamanha sexta-feira da Paixão. Como um castigo divino, um raio paralisante caiu-lhe sobre a cabeça e ela murchou. Mumificou-se todinha.

Diário de um desespero – ou quase - XLVI

— João Carlos Pereira

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