A difícil decisão de colocar ou não o Círio na rua

Por conta de uma angústia que começa a crescer no coração da cidade, esta semana muitas pessoas me indagaram se haveria Círio ou estaria cancelado. Também fui questionado se, desde 1793, quando a romaria saiu pela premira vez, aconteceu alguma interrupção. Essa pergunta, por incrível que pareça, é mais fácil que a primeira. Nem febre espanhola, nem surto de varíola, nem cabanagem, nem revolução de 30, nem primeira ou segunda guerras, nem quando a Irmandade brigou com a Igreja e o cortejo saiu sem padres...

Diário de um desespero – ou quase - XXXVI

João Carlos Pereira

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Os mortos que espiam e os que assombram – II (final)

Não há, eu entendo, uma escala de medos, mas se tivesse de classificar os meus, ia por ordem. Um: na infância, o fura-dedo. Era um homem do setor de erradicação da malária, que passava nas casas, à tarde, avisando que, à noite, voltaria para coletar sangue. Eu tinha tanto horror de uma reles furada de alfinete, que corria para me esconder no galinheiro de casa e vinha de lá debaixo de vara. Condução coercitiva. Uma vergonha para a espécie humana.

Diário de um desespero – ou quase - XXXV

João Carlos Pereira

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Os mortos que espiam e os que assombram – I

Jamais consegui aceitar a ideia de que pessoas – falo dos vivos, claro - iam a cemitérios em busca de paz. Conheci muita gente que afirmava gostar de absorver o silêncio daqueles lugares, enquanto caminhava entre as alamedas, olhando retratos sombrios de gente morta há tempos. Todos sérios, invariavelmente com a cara fechada, nenhum sorriso.

Diário de um desespero – ou quase - XXXIV

João Carlos Pereira

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Trabalho, justiça e dignidade

O povo de Deus se organizava de diversas formas para lutar por um mundo do trabalho mais justo. Recordemos a luta por libertação do trabalho escravo no Egito; a função do movimento profético denunciando os reis que exploravam o trabalho através de impostos pesados, do salário e dos trabalhos forçados. Nessa situação, os profetas são a memória do povo.

Simone Furquim Guimarães (Cebi)

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Para fugir do tédio e já pensando no Círio

Para criar uma rotina, inventei de escrever estas crônicas, o que é muito bom. Pelo menos para mim, porque me obrigo a produzir, a manter a cabeça pensando, a ter um compromisso diário com mais de 700 pessoas, via zap, e com não sei quantas, no Face. Nas redes sociais, acompanho muitas sugestões de como passar o tempo. Umas são malucas, outas fazem bom sentido. Escrever crônicas faz sentido.

Diário de um desespero – ou quase - XXXII

João Carlos Pereira

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