Categoria: Crônicas de João Carlos Pereira

Crônicas do jornalista e escritor João Carlos Pereira (1959-2020), de Belém do Pará.

Memórias e saudade de um santinho casamenteiro

Vicente Joaquim Zico contava apenas 53 anos, quando dormiu padre e acordou Bispo. Na verdade, Arcebispo. Essa progressão significa, em termos práticos, subir cinco degraus de uma vez só na hierarquia da Igreja. Ele chegou a Belém como Arcebispo-coadjutor, com pleno direito à sucessão no comando da Arquidiocese. Na prática, era um vice em preparação para a titularidade.

— João Carlos Pereira

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A santa nas mãos de um Papa que viraria santo

A breve aparição da santa teve uma repercussão inimaginável. A cidade inteira se sentia abençoada por João de Deus, quando acolheu em suas mãos o maior de todos os ícones da mais importante procissão católica do mundo. Foi a melhor homenagem que o Papa polonês poderia ter prestado aos paraenses. Se tivesse descido do avião e, da porta da aeronave, houvesse abençoado a cidade com a santinha, a comoção da visita não caberia no coração dos fieis.

— João Carlos Pereira

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Benedicto Mello e a tela da Amazônia

Mestre da pintura em Belém, ao lado de Ruy e João Pinto Martins, foi decisivo para a implantação do pensamento renovador aqui. Era um dos vértices da Trindade Santa da arte moderna entre nós. Sem Benedicto Mello, haveria muitas páginas em branco no livro ainda não escrito, ou, se escrito, não publicado, sobre pintores paraenses do século XX.

— João Carlos Pereira

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Um recital diferente no Theatro da Paz e o último pé na jaca (assim espero)

Vêm de Barcelona as imagens surpreendentes de um concerto realizado no palco do Teatro de Ópera local, destinado a um público que, até então, jamais havia sido levado a um ambiente tão refinado, fosse lá ou em qualquer cidade do mundo: as plantas. Em todas as cadeiras reservadas aos amantes da boa música foram colocadas mudas de plantas.

Diário de um desespero – ou quase - XCIX

— João Carlos Pereira

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Paris em forma de gente não precisa do normal. Nem do novo normal.

Quando o novo normal desaparecer e o normal retornar à cena, trazendo de volta as legiões que sobem à Torre Eiffel e se danam diante da pirâmide do Louvre, Paris continuará a ser um cartão postal e seu encanto mais verdadeiro estará preservado nas ruas verdadeiramente suas, sem turistas, sem aglomerações.

Diário de um desespero – ou quase - XCVIII

— João Carlos Pereira

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Padre Bruno na casa dos santos

Ele não escolheu ser santo. Simplesmente era. A bondade que habitava aquele corpo magrinho foi forte o suficiente para edificar uma república livre das marcas que transformaram a República brasileira de hoje em qualquer coisa indigna desse nome. A República de Emaús, ou do Pequeno Vendedor, só pensava e agia em nome do amor e da solidariedade.

Diário de um desespero – ou quase - LXXI

— João Carlos Pereira

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