Pequenos anjos vão à missa
Três episódios absolutamente verídicos, contados com delicadeza poética por D. Yvette Almeida.
Três episódios absolutamente verídicos, contados com delicadeza poética por D. Yvette Almeida.
Gilberto Chaves faz parte desse restrito e seleto time de “conteurs”. Se ele “pegar” a palavra, esqueçam. É uma espécie de uirapuru dos causos da cidade. Quando começa a contar, todos se calam para ouvi-lo. Dos publicáveis aos terminantemente proibidos. Esses, quase sempre, os melhores.
— João Carlos Pereira
Escrevo a todos vocês, mulheres e homens,
que deram a vida pela Vida
ao longo de Nossa América,
nas ruas e nas montanhas,
nas oficinas e nos campos,
nas escolas e nas igrejas,
sob a noite ou a luz do sol.
Por vocês, sobretudo,
Nossa América é o Continente da morte com esperança.
— Dom Pedro Casaldáliga
Pouca gente tão cristã eu já encontrei como Nazareno Tourinho. Mais do que ele, difícil. Lutava por um mundo melhor para todos, mantendo os pés firmes, nas lutas do seu tempo, mas trazia os olhos voltados para Deus. Quando falávamos sobre a salvação das almas, baixava o tom da voz e quase segredava: “João, ninguém vai deixar de ser salvo. Ninguém”.
— João Carlos Pereira
Também a Igreja se mostra, muitas vezes, presa ao medo, matando seu espírito profético. Uma Igreja medrosa torna-se conivente com a cultura da violência e da morte. Enquanto mais teme, mais se fecha e se entrincheira atrás de normas, doutrinas, ritos...; e quanto mais se entrincheira, mais frágil se torna.
— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ
Receita de creme de brócolis com alho-poró e queijo gorgonzola.
— Lylia Diógenes
Essas bobagens, numa cidade com mentalidade atrasada, possuíam um valor enorme. Quem não casava é porque não deveria ser boa pessoa. A opção de cada um não possuía valor. Casar era obrigação. Hoje, o pessoal foge do casamento como diabo foge da cruz. Mas as tias, as “titias” da Brás, talvez tivessem a mágoa da solteirice.
— João Carlos Pereira
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Santo Alberto Hurtado (1901 – 1952) foi um sacerdote chileno, da Companhia de Jesus, conhecido como « um fogo que acende outros fogos ». Encarnou a máxima inaciana de ser contemplativo na ação, tendo dedicado sua vida a Deus e ao serviço dos mais pobres.
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No começo, pensei que seria difícil, quase impossível, pintar-lhe o retrato a partir de informações soltas, mas desde de segunda-feira que não param de chegar elementos para me ajudar a completar o esboço e transformá-lo num retrato. No triste retrato de uma mulher que a bem dizer nasceu princesa. “Ela não lavava uma meia. Tinha tudo. Era mulher muito fina, prendada, de família”, definiu Fafá de Belém, que leu a crônica em São Paulo e me entregou uma série de peças importantes do quebra-cabeça, que também posso ver como cacos para um possível vitral.
— João Carlos Pereira
A Mila gosta de escalar castelos infláveis, de carregar as gatas Amora e Framboesa no colo, de brincar com a Maria, e de comer Bis – como tantas crianças gostam. Mas, volta e meia, sente uma saudade.Saudade de alguma coisa boa que ela nem sabe dizer o que é.Quando a saudade bate, o peito estufa…