O solitário adeus a uma paraense, que vivia da (e para) literatura
Olga era detalhista, não deixava passar nada. Por isso foi considerada uma tradutora de primeira linha. A coluna “A Mona Lisa de Copacabana”, cujos parágrafos, no estilo da coluna, eram numerados, deve ser entendida no contexto de sua época, sete anos atrás, mas tão atual, como se houvesse sido escrita hoje.
Diário de um desespero – ou quase - LVII
— João Carlos Pereira
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Quem coleciona quem? A história de bicho que adota gente.
História de gente que tem bicho é comum demais, mas de bicho que tem gente é coisa preciosa. Agora mesmo estou vivendo uma.
Diário de um desespero – ou quase - LVI
— João Carlos Pereira
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Novos tempos, novas vontades, outro valores de vida
Enquanto o presidente falava em gripezinha, a ciência mostrava o contrário. O resultado é o que se vê: quase mil mortos todos os dias e o Brasil está se aproximando do pódio da vergonha. Enquanto isso, a crise política, em Brasília, ganha músculos. Nós estamos muito bem servidos de governo e de corona vírus.
Diário de um desespero – ou quase - LV
— João Carlos Pereira
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Planos para o primeiro dia de liberdade
Eu também irei à igreja assim que permitirem, numa hora que, espero, não haja muita gente, tipo depois do almoço, mas não pegarei o carro, nem que esteja chovendo. Vou a pé, com guarda-chuva ou me molhando, para poder reencontrar a paisagem humana que sumiu dos meus olhos há dois meses e na qual penso, com preocupação.
Diário de um desespero – ou quase - LIV
— João Carlos Pereira
Os astros do humor infantil e o palhaço que sofre na esquina
Como não posso navegar de verdade, chego à janela e sinto que se transmuta em barquinho, no melhor faz-de-conta que pode haver. Foi justamente numa dessas fugidas que vi um palhaço, meu velho conhecido, embora jamais tenhamos trocado um sorriso, que pintava o rosto sentado ao pé de uma mangueira, em frente ao Museu.
Diário de um desespero – ou quase - LII
— João Carlos Pereira
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Flamingos em Veneza, urubus no Museu e garças por todo canto
A conversa nem era sobre urubus e garças, mas a respeito dos flamingos que “invadiram” Veneza. Assim como eles entraram por uma porta inexistente, as garças e urubus, meus antigos e atuais vizinhos, entram por uma janela entreaberta desta crônica e desenham uma nova história.
Diário de um desespero – ou quase - LIII
— João Carlos Pereira
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Cada um acredita no que quiser. Mas tudo tem limite, meu Deus!
Seguindo a ideia de liberdade que ilumina o caminho dos homens sem amarras, o direito de crer e de não crer é uma bênção. Eu mesmo já atravessei desertos de descrença e, quando voltei não a crer, mas a confiar, porque acreditar é um borrão da confiança, entendi o sentido da fé.
Diário de um desespero – ou quase - LI
— João Carlos Pereira
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De como nascem as palavras ou como se criam expressões
Para celebrar a vida e o fato de haver chegado inteiro - ou quase (sempre há um diabo de quase nas minhas histórias) à quinquagésima crônica, essa estranha letra L, em algarismo romano, que não coincide com o número de dias de isolamento, talvez 53, não sei, mas o certo é que “Diário” surgiu, depois de haver sido decretada a prisão domiciliar, passo a contar a transformação de provérbios curiosos e de algumas palavras, cuja raiz é ainda mais curiosa.
Diário de um desespero – ou quase - L
— João Carlos Pereira
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Entre meter o pé na jaca, o sacerdócio e quase virar dotô
Não me conformo com pessoas dizendo que português é difícil. Difícil é russo; difícil é japonês. Português é uma língua maravilhosa, plástica, sonora, doce, musical, acessível, elegante, mas que apanha todos os dias da falta de apreço. Na verdade, não é apenas falta de apreço: é excesso de chatice das aulas de gramática. Muito não pode; o certo e o errado demais. Mais nota baixa do que incentivo.
Diário de um desespero – ou quase - XLIX
— João Carlos Pereira
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