Categoria: Arte e Cultura

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A noite dos desesperados

Durante a grande depressão, na década de 1930, nos Estados Unidos, o desemprego assola a população. O filme mostra o universo dos concursos de dança, que testavam ao extremo a resistência dos competidores em troca de comida, roupas e alguns trocados.

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Dois pés na jaca, ao mesmo tempo, seria muita leseira

Não foi preciso que eu inventasse esse hábito de escrever uma crônica todo dia, fosse para me manter vivo e ativo, com responsabilidade junto a um público fiel, leitores cuja face conheço, outros que sequer imagino onde estão e quem são, porque a internet possui o mundo como limite, para que tivesse noção da minha fragilidade e de como me atrapalho com um simples novelinho de lã.

Diário de um desespero – ou quase - LXVII

— João Carlos Pereira

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O cometa verde do tempo-foi

Descoberto pelo cientista australiano Michael Mattiazzo, o cometa não foi batizado com o seu nome – uma injustiça que precisa ser reparada. O que para nós vai ser cometa Mattiazzo, para a ciência é apenas Swan, porque foi observado com o Solar Wind Anisotropies (Swan), um instrumento integrante do satélite de observação Soho, operado pela Nasa e pela Agência Espacial Europeia. O nosso Mattiazzo-Swan já passou pela Terra, deixou lembranças e mandou avisar que sua imagem possui um “delayed”, quero dizer, um certo atraso, bem expressivo. É como a luz das estrelas. O que chega aqui não é tempo real. É tempo-foi, como diria a Lindanor Celina.

Diário de um desespero – ou quase - LXVI

— João Carlos Pereira

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No coração de todos, o Círio da esperança

Há muitas formas de fazer o Círio. A pandemia coloca a criatividade e a fé diante de um desafio. A menos que um milagre rasgue os céus do planeta e, do dia para a noite, aglomerações sejam toleradas e, mais do que isso, aceitas, o Círio no formato atualizado há 228 anos poderá manter a escrita. Se não mantiver, será Círio do mesmo jeito. Haverá cartaz, peregrinações em casas, guardadas as recomendações sanitárias. Será servido o tradicional almoço, mas de uma forma diferente. Ou igual, não sei. Ninguém sabe.

Diário de um desespero – ou quase - LXV

— João Carlos Pereira

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Memórias de um menino que quase não saiu da escola

Saí da escola e, na universidade, fiz um curso que não era exatamente a minha praia. Tenho duas especializações em língua portuguesa e passei duas vezes no mestrado. Fui professor e sou jornalista. Mas, como já disse nesta interminável quarentena, em pelo menos três crônicas, o que eu queria mesmos era ser padre.

Diário de um desespero – ou quase - LXIV

— João Carlos Pereira

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