Torta de tapioca com recheio cremoso de frango
Receita de preparo fácil, sem glúten.
— Lylia Diógenes
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Receita de preparo fácil, sem glúten.
— Lylia Diógenes
Existia um senhor que batia à nossa porta, um português, oferecendo peixe e camarão. Naquela época, não havia geladeiras como as de agora, elétricas. Lembro da caixa recheada com gelo em escama, comprado na fábrica Guarany, nossa vizinha, depois substituída por uma geladeira movida a querosene. Comprávamos tudo fresquinho, sem precisar ir ao mercado. “Seu” Peixe Camarão era o fornecedor de mariscos, num tempo em que não se falava em frutos do mar.
— João Carlos Pereira
Leia mais Tanta gente que explodiu. Tantas vidas pelas ruas.
Maria Ciente das injustiças sociais,
Confiante no Deus que derruba poderosos dos tronos, eleva os humildes
E sacia de bens os famintos.
Maria de Belém, despojada, excluída, paciente, parturiente.
— Cléria d'Almeida Córdova
Antônio Erlindo Braga era auditor do Tribunal de Contas do Estado do Pará, quando chegou-lhe às mãos o processo de aposentadoria compulsória da professora Graziela Guimarães Pimentel. Ele analisou com atenção o pedido e o deferiu, lamentando o valor do benefício, depois de uma vida dedicada ao magistério, à época pouco menos de R$ 180,00. Isso mesmo: cento e oitenta reais. O salário mínimo, em 1994, ano era de exatos cem reais. Hoje, a professora Graziela Guimarães Pimentel não receberia mais do que R$ 1.800,00.
— João Carlos Pereira
Leia mais Uma aposentadoriazinha e outra parte de sua história
O homem que amava ser professor, também escrevia sobre a Amazônia. Quando ganhou um prêmio da Academia Brasileira de Letras, sobre Belém, salvo engano, valorizou muito mais a presença e o discurso de Alceu Amoroso Lima para entregar-lhe a honraria do que a própria distinção. “Foi a última aparição dele em público”, gabava-se.
— João Carlos Pereira
Quando comecei a escrever sobre a professora Graziela, meu interesse era apenas a Arara. No máximo, aquela mulher a quem todos chamavam de louca. Havia um ser humano e uma personagem. Eu buscava a personagem. Depois do primeiro texto, o sentido da busca mudou. Por trás da caricatura existia uma criatura tão interessante, que a Arara perdeu a relevância. Na verdade, aos poucos foi desaparecendo de meus olhos e me tomei de tanta ternura pela pobre mulher, que comecei a procurar seu coração.
— João Carlos Pereira
Leia mais A história humanizada de uma mulher que apenas queria amar
Gilberto Chaves faz parte desse restrito e seleto time de “conteurs”. Se ele “pegar” a palavra, esqueçam. É uma espécie de uirapuru dos causos da cidade. Quando começa a contar, todos se calam para ouvi-lo. Dos publicáveis aos terminantemente proibidos. Esses, quase sempre, os melhores.
— João Carlos Pereira
Três episódios absolutamente verídicos, contados com delicadeza poética por D. Yvette Almeida.
Escrevo a todos vocês, mulheres e homens,
que deram a vida pela Vida
ao longo de Nossa América,
nas ruas e nas montanhas,
nas oficinas e nos campos,
nas escolas e nas igrejas,
sob a noite ou a luz do sol.
Por vocês, sobretudo,
Nossa América é o Continente da morte com esperança.
— Dom Pedro Casaldáliga
Pouca gente tão cristã eu já encontrei como Nazareno Tourinho. Mais do que ele, difícil. Lutava por um mundo melhor para todos, mantendo os pés firmes, nas lutas do seu tempo, mas trazia os olhos voltados para Deus. Quando falávamos sobre a salvação das almas, baixava o tom da voz e quase segredava: “João, ninguém vai deixar de ser salvo. Ninguém”.
— João Carlos Pereira