O que eu sei, o que elas sabem e o que jamais aprenderei
Preso em casa, ocupando cela especial na solitária a que o corona vírus nos impôs, lembro, cada vez mais, da minha infância e comparo com a delas. Fui menino-cachorro-vira-lata, criado na rua. Elas, meninas-passarinho, viram a vida, quase sempre, da janela de um apartamento. Sei que não existe medidor de felicidade, mas penso que, olhando duas realidades, saí ganhando.
Diário de um desespero – ou quase - LXIX
— João Carlos Pereira
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