O canário francês e a passarinhada paraense
Acho que o desejo de liberdade que trago dentro de mim não é apenas coisa de agora, conhecida depois de muito haver penado pelos vales da representação, onde tudo tem de parecer perfeito, fruto de um mergulho profundo nos meus medos e na operação arranca-máscara à que me submeti. Ele vem dessa época, quando, sem saber a razão, sofria ao ver os passarinhos se batendo dentro da gaiola, de um lado para o outro, descrevendo um voo inútil e amargurado.
Diário de um desespero – ou quase - XIII
João Carlos Pereira
