Encher a vida de amor
A melhor maneira de realizar a vida: enchê-la de amor, e ao fazer assim não estamos senão cumprindo o preceito do Mestre. Pouco antes de partir deste mundo
Preparação orante para a festa de Santo Alberto Hurtado — Primeiro dia
IGNATIANA é um blog de produção coletiva, iniciado em 2018. Chama-se IGNATIANA (inaciana) porque buscamos na espiritualidade de Inácio de Loyola uma inspiração e um modo cristão de se fazer presente nesse mundo vasto e complicado.
A melhor maneira de realizar a vida: enchê-la de amor, e ao fazer assim não estamos senão cumprindo o preceito do Mestre. Pouco antes de partir deste mundo
Preparação orante para a festa de Santo Alberto Hurtado — Primeiro dia
O homem que amava ser professor, também escrevia sobre a Amazônia. Quando ganhou um prêmio da Academia Brasileira de Letras, sobre Belém, salvo engano, valorizou muito mais a presença e o discurso de Alceu Amoroso Lima para entregar-lhe a honraria do que a própria distinção. “Foi a última aparição dele em público”, gabava-se.
— João Carlos Pereira
Quando comecei a escrever sobre a professora Graziela, meu interesse era apenas a Arara. No máximo, aquela mulher a quem todos chamavam de louca. Havia um ser humano e uma personagem. Eu buscava a personagem. Depois do primeiro texto, o sentido da busca mudou. Por trás da caricatura existia uma criatura tão interessante, que a Arara perdeu a relevância. Na verdade, aos poucos foi desaparecendo de meus olhos e me tomei de tanta ternura pela pobre mulher, que comecei a procurar seu coração.
— João Carlos Pereira
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Ao falar com os discípulos, Jesus alerta a igreja cristã, primeira a receber as instruções sobre o Reino dos Céus, que sem a fé, mesmo que pequena (do tamanho de um grão de mostarda) não é possível mover obstáculos, como as montanhas. Jesus está olhando para as montanhas de Jerusalém. E Jerusalém é onde concentra os poderes que oprimem, exploram e adoecem as pessoas.
— Simone Furquim Guimarães (Cebi-DF)
Três episódios absolutamente verídicos, contados com delicadeza poética por D. Yvette Almeida.
Gilberto Chaves faz parte desse restrito e seleto time de “conteurs”. Se ele “pegar” a palavra, esqueçam. É uma espécie de uirapuru dos causos da cidade. Quando começa a contar, todos se calam para ouvi-lo. Dos publicáveis aos terminantemente proibidos. Esses, quase sempre, os melhores.
— João Carlos Pereira
Escrevo a todos vocês, mulheres e homens,
que deram a vida pela Vida
ao longo de Nossa América,
nas ruas e nas montanhas,
nas oficinas e nos campos,
nas escolas e nas igrejas,
sob a noite ou a luz do sol.
Por vocês, sobretudo,
Nossa América é o Continente da morte com esperança.
— Dom Pedro Casaldáliga
Pouca gente tão cristã eu já encontrei como Nazareno Tourinho. Mais do que ele, difícil. Lutava por um mundo melhor para todos, mantendo os pés firmes, nas lutas do seu tempo, mas trazia os olhos voltados para Deus. Quando falávamos sobre a salvação das almas, baixava o tom da voz e quase segredava: “João, ninguém vai deixar de ser salvo. Ninguém”.
— João Carlos Pereira
Também a Igreja se mostra, muitas vezes, presa ao medo, matando seu espírito profético. Uma Igreja medrosa torna-se conivente com a cultura da violência e da morte. Enquanto mais teme, mais se fecha e se entrincheira atrás de normas, doutrinas, ritos...; e quanto mais se entrincheira, mais frágil se torna.
— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ
Essas bobagens, numa cidade com mentalidade atrasada, possuíam um valor enorme. Quem não casava é porque não deveria ser boa pessoa. A opção de cada um não possuía valor. Casar era obrigação. Hoje, o pessoal foge do casamento como diabo foge da cruz. Mas as tias, as “titias” da Brás, talvez tivessem a mágoa da solteirice.
— João Carlos Pereira
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