Na praça vazia

Zé Vicente

NA PRAÇA VAZIA
A chuva caía
A noite chegava
E Roma chorava…
Os mortos incremados
Velhos, jovens, bem amados…
Que na solidão se foram
E nem ao menos foram velados.

Na Praça vazia
São Pedro veria
O Papa Francisco
Pisar sobre o risco
Rasgar o medo e a solidão
Seguido pela maior multidão
Que de todos os pontos da Terra
Se uniu ao velho Bispo em oração.

E na Praça já não mais vazia
Jesus e a Virgem, mãe Maria
Com Francisco da Paixão
E milhões num só coração
Bebemos no cálice do silêncio e da ternura
Gotas da mais genuína e mais pura
Fé – Naquele que acalma a tempestade
E nós faz vencer o medo e a loucura.

E na Praça já não mais vazia
A chuva suave que caía
Virou mar de lágrimas, de compaixão
E o nosso barco vencerá o mar revolto e a escuridão!
Jesus desperto nos traz paz e segurança
Eis o conselho de Francisco, nosso irmão!

Noite de 27.03.2020

Zé Vicente é natural de Orós, Ceará, poeta, lavrador, compositor, cantor.

Esta poesia refere-se ao momento extraordinário de oração em tempo de epidemia, Roma, 27 de março de 2020.

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ATELIÊ 15
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Igreja Poesia Saúde

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