Terceira semana

Retiro do Advento e Natal 2019

15.12 – Terceiro Domingo do Advento

Texto: Mateus 11, 2-11

Eis que envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho.

Alegrai-vos! O Senhor está próximo!!! Nesta certeza, celebramos o terceiro domingo do Advento, chamado “Domingo da Alegria” ou “Gaudete”. Sabemos que a alegria é um sentimento indispensável na vida de qualquer pessoa, mas principalmente em uma realidade que deve nortear a vida dos cristãos. Afinal, Cristo firma-se para nós como motivo de grande alegria e festa. Nutrindo essa proposta de alegria perene, fundamentada no Reino de Deus, a primeira leitura é um trecho do livro do Profeta Isaías, em que se anuncia a chegada de Deus para dar à existência de um novo sentido e ao povo, nova vida, pela libertação dos cativos, que são conduzidos para uma nova vida, marcada não mais pela tristeza e pela opressão, mas por lugar de alegria e de festa, pela terra da liberdade.

A segunda leitura é um excerto da Carta de São Tiago e apresenta-nos um convite para não deixarmos que o desespero nos envolva enquanto aguardamos a vinda do Senhor; mas que o façamos com total paciência e confiança. Por fim, o Evangelho descreve-nos, de forma clara e objetiva, a ação de Jesus como o Messias, capaz de voltar o seu olhar para os menos favorecidos, dar vista aos cegos, fazer com que os aleijados recuperem a saúde, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam, ressuscitar os mortos e anunciar aos menos favorecidos que o “Reino” da justiça e da paz chegou. Esta é a certeza que temos ao esperarmos o Senhor: uma vida nova, repleta da esperança que vem de Jesus.

16.12 – Segunda feira

Texto: Mateus 21, 23-27

A autoridade de Jesus é colocada em dúvida.

Para entender melhor as controvérsias entre Jesus e os chefes dos sacerdotes, é importante situá-las no cenário adequado. Na cultura mediterrânea do primeiro século, a honra era o valor mais apreciado. Era um bem limitado e quando alguém a aumentava era sinal que outra pessoa a perdia. A oposição dialética, que era a forma habitual de aumentar ou perder a honra, tinha as suas regras.

Os chefes dos sacerdotes sentem que a pretensão messiânica de Jesus e o reconhecimento que recebe por parte da multidão fazem crescer o seu prestígio e diminuir o deles. Por isso, a pergunta que lhe é feita não se refere a questões doutrinais. O que está em jogo não é uma doutrina, mas a honra de Jesus e a da aristocracia sacerdotal. A sua pergunta: “Com que autoridade fazes estas coisas?” se refere às credenciais de Jesus para se apresentar como Messias.

17.12 – Terça feira

Texto: Mateus 1, 1-17

Jesus na história do povo de Israel.

O texto do Evangelho de hoje fala da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi. Mateus nos apresenta as linhas gerais da genealogia de Jesus, explica-nos o porquê desta lista e qual a sua importância.

É um trecho árido e monótono, mas que encerra muitas riquezas:

  1. uma síntese da história da salvação;
  2. Jesus, por meio da genealogia, é profundamente radicado num povo e na história dos homens;
  3. é o herdeiro das bênçãos de Abraão;
  4. as mulheres insolitamente nomeadas na genealogia, em parte são pecadoras (Jesus se faz solidário com os pecadores), em parte são estrangeiras (Jesus é o salvador de todos).

Para os judeus, constituía-se uma prova evidente da ancestralidade davídica e abraâmica de Jesus. Para todos nós, é uma lembrança da encarnação e da humanidade de Cristo. Jesus, o homem, é parte de uma raça, de uma família, de uma cultura, com todas as suas implicações.

Como filho de Abraão, Jesus é o herdeiro de suas bênçãos. O Horizonte messiânico alarga-se e atinge os seus confins, pois Deus ligou a Abraão a salvação de todos.

18.12 – Quarta-feira

Texto: Mateus 1, 18-24

Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus.

Como Maria, na Anunciação, aceitou a mensagem de Deus, também José aceita com fé o sinal. Diante da descoberta da gravidez de Maria, José, qualificado como homem justo, tem diante de si duas alternativas que lhe passam pela cabeça. Uma, pensa em afastar-se de Maria, fugir, não querer assumir a criança da qual ignora o pai, e a outra expor Maria às formalidades da Lei, mas não faz isso por estar convencido da virtude de Maria.

Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é divino. Ele vai nos ensinar o Projeto de Deus para que sejamos todos livres e vivos, a fim de nos tornarmos o que Deus deseja. O nome “Jesus” significa “Deus salva”.

19.12 – Quinta-feira

Texto: Lucas 1, 5-25

Ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus.

Por significativa missão atribuída pelo Senhor, a presença do anjo anuncia o nascimento do primo de Jesus Cristo, João Batista, filho de Zacarias, homem temente a Deus que carregava certa tristeza pelo fato de sua esposa – Isabel – ser estéril e nunca poder felicitá-lo com a graça de um filho. A Palavra de Deus, contudo, comprova-nos que, para Ele, nada é impossível, e, sendo assim, encontramos na narrativa o anúncio desse milagre na vida do casal. O texto ensina-nos que, essencialmente, precisamos confiar na presença de Deus em nossa vida, e, mesmo quando as situações parecem impossíveis, precisamos entender que, para os desígnios do Senhor, não há limites ou obstáculos. Em outras palavras, devemos, para além de afirmar, vivenciar que o nosso Deus é o Deus do impossível.

20.12 – Sexta-feira

Texto: Lucas 1, 26-38

Alegra-te cheia de graça, o Senhor está contigo.

O “sim” de Maria não representa apenas um ato de submissão à vontade de Deus (por meio do anjo), mas um consentimento ativo e responsável.

O diálogo do anjo Gabriel com a Virgem Maria se articula em três momentos: a saudação e a mensagem, o anúncio da maternidade messiânica, e a revelação da divina maternidade no anúncio.

Maria coloca uma dificuldade. Como acontecerá isso? Ela conceberá por obra do Espírito Santo, fonte de vida, que vai descer sobre Maria, e o pode de Deus Altíssimo vai cobri-la com a sua sombra.

O Evangelho de hoje procura explicar como Jesus, nascido de maneira misteriosa de Maria, é Filho de Deus, o Messias. Tudo isto mostra que Deus quer salvar os homens por meio dos homens. Como Maria, na Anunciação, aceitou a mensagem de Deus.

Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é divino. Ele vai nos ensinar o Projeto de Deus para que sejamos todos livres e vivos, a fim de nos tornarmos o que Deus deseja. O nome “Jesus” significa “Deus salva”. Maria é aquela que contribuiu de maneira decisiva para a libertação do povo de Deus. Ela interfere positivamente na nova criação em Cristo mediante o Espírito Santo.

Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é Deus (Espírito Santo) e José exerce o papel de pai adotivo.

21.12 – Sábado – Repetição

Não é o muito saber que satisfaz a pessoa, mas o sentir e saborear as coisas internamente.

A oração de cada sábado consiste no exercício chamado de repetição. Trata-se de aprofundar aquilo que rezei durante a semana. Santo Inácio diz: Não é o muito saber que satisfaz a pessoa, mas o sentir e saborear as coisas internamente [EE 2]. Por isso não é apresentada uma nova matéria de oração para este dia. Faço, pois, a oração, a partir do texto ou moção que mais me consolou ou que mais me desolou na semana que passou.


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Material oriundo do portal dos Jesuítas Brasil

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