Primeira semana

Retiro do Advento e Natal 2019

01.12 – Primeiro Domingo do Advento

Texto bíblico: Mateus 24, 37-44

Iniciamos um novo Ano Litúrgico.

Neste novo ano litúrgico, iremos ler e meditar nos domingos o Evangelho de Mateus – Ano A. Peculiares à Liturgia do Tempo do Advento, as leituras remetem-nos a uma espécie de escatologia: fim dos tempos. A maneira como isso acontecerá e quando sucederá tal fato, nenhum de nós sabe. Temos consciência, contudo, com base nos Evangelhos, que têm como, finalidade principal, bem diferente de desejar nos amedrontar, permitir-nos melhor preparação para quando esse dia chegar. O Evangelho de hoje se inicia com expressões dramáticas e poderia fazer-nos acreditar que Jesus estivesse antecipando alguma informação sobre o que ocorrerá no fim do mundo. A cena parece perfeita para a chegada de Cristo com seus anjos triunfantes; juiz severo que chega para anunciar um veredicto inapelável contra os que lhe foram infiéis. Será mesmo assim? Hoje, cada vez menos, importa às pessoas esse anúncio ameaçador. Por outro lado, a sua intenção é distinta: libertar-nos do medo, suscitar a alegria, infundir em nós a esperança. Diante do mal que nos aterroriza, parece que não há saída; somente nos cabe o receio. O mundo caminha para um fim catastrófico? A resposta de Jesus nega tal expectativa: caminha para uma nova criação. Em meio a tantas guerras, também vemos surgir nova solidariedade planetária. Apontados pelo Evangelho, porém, destacam-se a angústia e o desânimo diante do mal, que podem anestesiar-nos. O mundo, dominado pela injustiça, pela maldade, pelo egoísmo chega ao seu fim; não havendo, todavia, o que temer. Emerge a esperança e isso ensina-nos sabiamente o Tempo do Advento.

02.12 – Segunda-feira

Texto: Mateus 8,5-11

É a fé que salva.

A fé não é um refúgio num santuário, mas uma interminável peregrinação do coração. Só temos que confiar em Deus, pois a fé é uma resposta de reciprocidade a Deus, que age em nós conforme nossa reciprocidade na fé.

A fé do gentio suscita a admiração de Jesus e dá motivo ao contraste entre ela e a pouca adesão que encontra em Israel. Jesus vê que a sua mensagem vai suscitar melhor resposta entre os não judeus que entre os judeus.

E podemos confiar nele porque ele confia em nos. É a fé que possibilita ao homem ser mais homem, isto é, livrar-se de todas as enfermidades que o condiciona a tantos tipos de morte.

Registra-se aqui o único caso no Evangelho de Mateus, no qual Jesus toma a iniciativa de uma cura. O dom é oferecido sem prévio pedido. Temos a ação gratuita de Jesus, que se antecipa. Nessa cura Jesus se manifestou como salvador do homem doente.

03.12 – Terça-feira

Texto: Lucas 10, 21-24

Jesus reza.

O texto de hoje nos apresenta o retorno da missão dos setenta e dois discípulos. Eles voltam dessa missão conscientes de terem libertado os homens do mal moral e físico, graças ao uso que eles fizeram do poder de Jesus.

A igreja tem a missão de dizer abertamente que a sua vida está em suas próprias mãos e não na fatalidade. Não basta denunciar as alienações, é preciso curar suas feridas, lutar contra as doenças mentais, a velhice, o isolamento, recusar as pressões que conduzem os homens ao vício e a injustiça.

Jesus, por meio de sua missão, revela–nos que a fé, a caridade, o cristianismo são, 2 antes de qualquer coisa, a pura intervenção de Deus como primeiro ser que nos amou.

Deus revelou-nos Cristo e garantiu–nos um grande privilegio quando nos deu a oportunidade de ver e ouvir Jesus, que ainda hoje vive na Igreja. Tudo isso é graça de Deus.

04.12 – Quarta-feira

Texto: Mateus 15, 29-37

Todos comeram e ficaram saciados.

Esse relato está praticamente calcado sobre o primeiro relato da multiplicação dos pães narrado por Mateus. Ainda só fazem presentes as alusões ao Antigo Testamento, referência à Eucaristia e ao papel do mediador dos discípulos.

No entanto, algumas variantes revelam que o primeiro relato da multiplicação dos pães refere-se ao repartir o pão entre os judeus, enquanto que este se trata de repartir o pão entre os pagãos.

A multiplicação dos pães representa e preanuncia o banquete eucarístico, ao qual todos estão convidados: pobres, doentes, desamparados, humildes e todos aqueles que ajudam os necessitados.

A ordem de Jesus de recolher os fragmentos lembra-nos o dever de cuidarmos das pequenas coisas, dos pormenores, com atenção as pequenas coisas, as únicas, afinal, que podemos oferecer aos necessitados.

05.12 – Quinta-feira

Texto: Mateus 7,21.24-27

Quem entrará no Reino dos Céus?

As palavras do texto do Evangelho de hoje marcam o fim do Sermão da Montanha. Por meio delas, Jesus nos exorta à prática de seus ensinamentos. Não é suficiente aceitá-los e concordar com eles, é preciso praticá-los.

Essa é a atitude de muitos cristãos que, em tempos de crise, levam suas vidas ao desastre, porque são apenas ouvintes e não seguidores do Senhor.

Pelo contrário, os que seguem a Jesus, que não são apenas ouvintes, mas que são firmemente centrados em sua Pessoa, sempre tem coragem para superar qualquer problema da vida, sem com isto gerar sua ruína e sem comprometer seu destino final.

A parábola das duas casas é um excelente testemunho das preocupações catequéticas do evangelista Mateus. Ele conserva especialmente das parábolas de Jesus tudo o que se aplica à vida, ao dia a dia.

Mateus reage contra o formalismo legalista de certos meios pagãos: não há religião cristã sem engajamento.

06.12 – Sexta-feira

Texto: Mateus 9,27-31

Os cegos gritavam:
“Filho de Davi, tem compaixão de nos”.

Jesus cura dois cegos. Com esse milagre, fica confirmada a fé em seu messianismo, os olhos dos dois cegos estavam apagados, porém as almas estavam cheias de luz. O pequeno diálogo serve para medir-lhes a fé.

A fé não é simples confiança no poder milagroso de Jesus. É encontro com Jesus e o milagre é sempre uma resposta a essa fé. Os milagres de Jesus eram polivalentes, isto é, eram sinais de algo muito profundo e eterno do que a simples cura física.

Não se deve dizer que a fé é uma experiência fácil, pois ela envolve muito mais do que resultados de graças e desejos. A fé exige a nossa própria vida.

Jesus veio para nos libertar de nossa “cegueira”, consequência de nosso orgulho e de toda forma de pecado que nos impede de conhecer a Deus e aos direitos de nossos irmãos.

07.12 – Sábado – Repetição

Não é o muito saber que satisfaz a pessoa,
mas o sentir e saborear as coisas internamente.

A oração de cada sábado consiste no exercício chamado de repetição. Trata-se de aprofundar aquilo que rezei durante a semana. Santo Inácio diz: Não é o muito saber que satisfaz a pessoa, mas o sentir e saborear as coisas internamente [EE 2]. Por isso não é apresentada uma nova matéria de oração para este dia. Faço, pois, a oração, a partir do texto ou moção que mais me consolou ou que mais me desolou na semana que passou.


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Material oriundo do portal dos Jesuítas Brasil

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