Semana introdutória

Retiro do Advento e Natal 2019

Preparando o coração

Introdução

O Advento e Natal é um tempo de encontro com Jesus. A memória de seu nascimento aponta para a realidade de sua presença eterna entre nós. A recapitulação da vida de Jesus, com as leituras sequenciais dos evangelhos ao longo do ano litúrgico, ajuda-nos, cada vez mais, a reconhecer hoje a sua presença no mundo, na comunidade e entre os pobres e excluídos. Jesus, Filho do Homem, é o Jesus filho de Deus, Pai e Mãe, nascido de Maria, que viveu com seus pais em Nazaré e que, depois do batismo de João, envolveu-se no ministério da libertação dos oprimidos, comunicando sua vida divina e eterna a todos que nele crêem e a todos que amam, respeitam e promovem a vida.

Já se vive os últimos tempos. É o tempo do amor e da paz, é o momento do encontro com Jesus. A tônica do Advento é a vigilância para o reconhecimento e a acolhida de Jesus de Nazaré, o Filho de Deus. Os evangelhos deixam transparecer que os próprios discípulos que conviveram com Jesus, marcados pela cultura e religião da época, foram lentos em compreendê-lo. Os que permanecem dormindo não reconhecem o tempo de Jesus.

25.11 – Segunda-feira

Texto: Lucas 21, 1-4

Eu vos digo que essa pobre viúva pôs mais do que os outros.

Os critérios de Jesus são diferentes dos nossos. Neste texto de hoje, Jesus distingue ou qualifica os nossos donativos, não pela quantia, mas pela cota de sacrifício e compromisso de vida que esses donativo pressupõem.

Deus mede a oferta pelo coração de quem a dá. A pobre viúva deu mais do que qualquer outra pessoa, porque suas duas moedas representavam uma parte de sua vida e de suas economias. Dando-as, ela estava expressando sua fé e confiança no fato de que Deus era toda a sua segurança e o único compromisso de sua vida. Deus não precisa de nosso supérfluo, porque tudo o que existe é dele. A oferta perfeita consiste em tudo oferecer a Deus sem nada reservar para si.

A pobre viúva dá heroicamente tudo o que tem para viver naquele dia. Privar-se do necessário também tem valor diante de Deus. A oferta que leva à privação do necessário revela generosidade e, ao mesmo tempo, grande fé.

26.11 – Terça-feira

Texto: Lucas 21, 5-11

O templo espiritual.

Para o povo daquela época, dizer que o Templo ira ser destruído era como anunciar o fim do mundo. Quando interrogado sobre o momento do fim do mundo, Jesus não dá uma resposta direta, mas fala de catástrofes que ao mesmo tempo, precedem e apontam o fim da história e entre elas estava a ruína do Templo.

Por fim, nos alerta: não se deve seguir qualquer falso profeta dizendo-se ser o messias. Essas palavras de Jesus devem ser encaradas de coração aberto, preparado, e são um convite para que permaneçamos fiéis tanto na bonança como nas perseguições.

Não é de hoje que se fala no fim do mundo. Pregadores populares, nas esquinas das ruas, gritam alertando os transeuntes para o final dos tempos, que, segundo eles, está próximo.

27.11 – Quarta-feira

Texto: Lucas 21, 12-19

É pela perseverança que mantereis as vossas vidas.

O evangelho de hoje fala-nos da atitude evangélica real que precisamos adotar nos momentos de perseguição.

A insistência com que Jesus tala de perseguições nos faz pensar que, para Ele, perseguição é um acontecimento muito comum na vida dos cristãos, seus evangelizadores.

Na verdade, quando a perseguição nos atinge concretamente, nós nos tornamos desorientados e sentindo-nos “vítimas heroicas”.

O cristão é chamado a viver na confiança e perseverança em Deus, porque os que são de Cristo ele os protegerá, mesmo quando a perseguição parece ferrenha.

Quem contempla a Jesus Cristo na fé não pode mais falar do mundo como se ele fosse perdido e separado de Cristo. Este pertence a Cristo e é só em Cristo que ele é o que é. O mundo não tem outra necessidade para existir e subsistir senão por Cristo.

28.11 – Quinta-feira

Texto: Lucas 21, 20-28

O Filho do Homem vira numa nuvem com poder e grande gloria.

Jesus continua no texto de hoje o seu; discurso sobre a queda de Jerusalém e o fim do mundo. Este texto nos apresenta ambos os acontecimentos, entrelaçados na mesma perspectiva escatológica.

Em vez do fim do mundo, esse acontecimento marcará o inicio de uma nova fase para o povo de Deus. Este povo de Deus, que é seguidor de Jesus, viverá no meio dos pagãos e devora ser fermento que transforma todas as relações, deverá levar o conhecimento de Deus e de seu projeto a todos os povos, convidando a todos para formarem o novo povo de Deus.

Lucas anuncia no final da narrativa a vinda do Filho do Homem sobre a nuvem. Este personagem misterioso provém do livro de Daniel e realizará o julgamento. Neste julgamento a sociedade que persegue e mata o justo e o inocente é urna sociedade perversa e alicerçada na injustiça.

29.11 – Sexta-feira

Texto: Lucas 21, 29-33

Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.

Esta afirmação solene não se refere somente á destruição de Jerusalém, mas também ao fim do inundo. Nessas palavras, Jesus confirma o poder de seus ensinamentos e suas profecias em relação ao fim do mundo.

Os acontecimentos a que o texto se refere hoje são descritos em linguagem apocalíptica, extraída dos antigos profetas, mas a mensagem é de esperança e de libertação. O mundo e as coisas caminham para uma verdadeira primavera.

A história tem confirmado a posição de Jesus: o seu anúncio continua sendo uma lição e uma inspiração, hoje como ontem para todas as classes de pessoas, nações, sociedades e culturas. As suas palavras são dotadas de tal veracidade e força que milhões de homens, hoje em dia, mesmo sem conhecer a pregação de Jesus que está presente nos Evangelhos, estão prontos a dar a sua vida por ele.

30.11 – Sábado – Repetição

A oração de cada sábado consiste no exercício chamado de repetição. Trata-se de aprofundar aquilo que rezei durante a semana. Santo Inácio diz: Não é o muito saber que satisfaz a pessoa, mas o sentir e saborear as coisas internamente [EE 2]. Por isso não é apresentada uma nova matéria de oração para este dia. Faço, pois, a oração, a partir do texto ou moção que mais me consolou ou que mais me desolou na semana que passou.


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Material oriundo do portal dos Jesuítas Brasil

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