Coração de Jesus como urgência ao chamado à caridade

Preparação orante para a festa de Santo Alberto Hurtado
Segundo dia

Texto de Santo Alberto Hurtado

… recordar aos homens entristecidos do mundo moderno que acima de suas dores há um Deus que nos ama

Embora devamos olhar para o céu para adorar o Pai, para receber sua inspiração, para fortalecer-nos para nossos trabalhos e sacrifícios, esse gesto não pode ser o único gesto da sua vida. É importantíssimo, e sem ele não há ação válida, mas deve completar-se com outro gesto, também profundamente evangélico. Com um olhar cheio de amor e interesse para esta terra, para esta terra tão cheia de valor e de sentido, que cativou o amor de Deus Eterno, atraindo-o para ela, para redimi-la e santificá-la com seus ensinamentos, seus exemplos, suas dores e sua morte.
(…)
A devoção ao Coração de Cristo e ao Coração de Maria têm esse sentido profundo: recordar aos homens entristecidos do mundo moderno que acima de suas dores há um Deus que nos ama, há um Deus que é amor (cf. 1Jo 4,8), um Deus que quando quis escolher um símbolo para representar a mensagem mais sentida de sua alma escolheu o Coração porque simboliza o amor, o amor por eles, os homens dessa terra.
(…)
Com esta intenção, convido-vos, amados em Cristo, a recolher-vos alguns instantes em atitude de oração. Se tiverem diante de seus olhos o santo crucifixo ou a imagem do Coração de Jesus e do Coração de Maria, compreenderão, nesse símbolo, toda a urgência deste chamado à caridade, ao amor, ao interesse por nossos irmãos desta terra, que constitui o preceito fundamental da vida cristã.
Esta lição constitui o núcleo da pregação cristã. Aquele que não ama não conheceu a Deus. Diz São João.

Se alguém diz: “Amo a Deus” e detesta seu irmão, está mentindo. Se alguém tiver bens deste mundo e vir seu irmão passando necessidade e lhe fechar o coração, como o amor de Deus permanecerá nele?

cf. 1Jo 4,18; 4,20; 3,17

Excerto do texto “O dever da caridade” (Meditação pregada pelo rádio, 4 de abril de 1944) [texto original]

Leitura inspiração

Jesus contou outra parábola à multidão:
«O Reino do Céu é como um homem que semeou boa semente no seu campo. Uma noite, quando todos dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. Quando o trigo cresceu, e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os empregados foram procurar o dono, e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que arranquemos o joio?’ O dono respondeu: ‘Não. Pode acontecer que, arrancando o joio, vocês arranquem também o trigo. Deixem crescer um e outro até à colheita. E no tempo da colheita direi aos ceifadores: arranquem primeiro o joio, e o amarrem em feixes para ser queimado. Depois recolham o trigo no meu celeiro!’» […]

Então Jesus deixou as multidões, e foi para casa. Os discípulos se aproximaram dele, e disseram:
«Explica-nos a parábola do joio.»

Jesus respondeu:
«Quem semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. Assim como o joio é recolhido e queimado no fogo, o mesmo também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles recolherão todos os que levam os outros a pecar e os que praticam o mal, e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí eles vão chorar e ranger os dentes. 43 Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.»

Mateus 13, 24-30,36-42
Reflexão

Estamos muito mais entristecidas e entristecidos, divididas e divididos em opiniões, convicções e ideologias, para além das mazelas do mundo moderno. Esquecemos que o joio e o trigo crescem juntos! As diferenças não nos fazem menos irmãos, menos responsáveis pelo próximo.

— Como ando praticando a minha humanidade?


Preparação orante para a festa de
SANTO ALBERTO HURTADO
IntroduçãoIIIIIIIVVVIVII

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IGNATIANA é um blog de produção coletiva, iniciado em 2018. Chama-se IGNATIANA (inaciana) porque buscamos na espiritualidade de Inácio de Loyola uma inspiração e um modo cristão de se fazer presente nesse mundo vasto e complicado.

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