Uma casa perdida no ar e a poesia do momento

Como o confinamento conseguiu debulhar o calendário, tirando do mês cada um de seus diazinhos, deixando a triste imagem de um sabugo sem alma, ser hoje, ou final de semana, para mim, é tudo igual. Os dias viraram, sem distinção, feriado nacional. Mas agora, contra toda lógica absurda da pandemia, é final de semana, é domingo e eu sinto muita falta de ser domingo de verdade, porque é Domingo de Ramos.

Diário de um desespero – ou quase - XV

João Carlos Pereira

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Lava-pés: deslocamento que amplia a visão da vida

No Evangelho desta Quinta-feira Santa, Jesus, com sua original sabedoria, nos oferece uma outra perspectiva de vida. Sem dúvida alguma, Jesus era um provocador, no sentido etimológico da palavra, (pro-vocar: chamar para frente, desinstalar), que motivava as pessoas a verem as coisas a partir de uma perspectiva diferente da que era habitual.

[Meditação para a quinta-feira santa]

Pe. Adroaldo Palaoro, SJ

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“Em tua casa vou celebrar a ceia pascal…”

Chama-nos a atenção, no Evangelho proposto para hoje, a maneira como Jesus indicou aos discípulos o local onde queria que a Ceia fosse celebrada. Jesus mandou-os seguir um homem que encontrariam à entrada da cidade. Junto a personagens conhecidos nos Evangelhos, outros, sem rosto, nem identidade, nem protagonismo, surgem inesperadamente, deixando sua “marca”, como o desconhecido homem que emprestou sua casa para que Jesus e seus discípulos pudessem celebrar a Páscoa.

[Meditação para a quarta-feira da Semana Santa]

Pe. Adroaldo Palaoro, SJ

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A despedida com rosto de ternura

Judas se tornou o símbolo da traição porque fazia parte do grupo íntimo dos apóstolos. Foram anos de convivência nas mesmas caminhadas, nas noites ao relento, nas pregações, nas refeições simples do dia-a-dia e nas festas. Jesus e Judas viviam elos de amizade, de confiança, de esperança entre si.

[Meditação para a terça-feira da Semana Santa]

Pe. Adroaldo Palaoro, SJ

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O canário francês e a passarinhada paraense

Acho que o desejo de liberdade que trago dentro de mim não é apenas coisa de agora, conhecida depois de muito haver penado pelos vales da representação, onde tudo tem de parecer perfeito, fruto de um mergulho profundo nos meus medos e na operação arranca-máscara à que me submeti. Ele vem dessa época, quando, sem saber a razão, sofria ao ver os passarinhos se batendo dentro da gaiola, de um lado para o outro, descrevendo um voo inútil e amargurado.

Diário de um desespero – ou quase - XIII

João Carlos Pereira

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