Mística do século XXI #12
Reflexões a partir das encíclicas Laudato si’ e Fratelli tutti, por Luiz Fernando Krieger Merico.
Episódio #12
IGNATIANA é um blog de produção coletiva, iniciado em 2018. Chama-se IGNATIANA (inaciana) porque buscamos na espiritualidade de Inácio de Loyola uma inspiração e um modo cristão de se fazer presente nesse mundo vasto e complicado.
Reflexões a partir das encíclicas Laudato si’ e Fratelli tutti, por Luiz Fernando Krieger Merico.
Episódio #12
Naquele tempo, o mar era símbolo do medo porque a legião de soldados combatentes vinha de Roma pelo mar. Mas Jesus enfrenta o mar, ou seja, Jesus enfrenta a ideologia do poder romano, enfrenta os ventos e tempestades no mar.
— Simone Furqum Guimarães (Cebi/Planalto Central)
“Espírito mau” significa tudo o que bloqueia a relação com Deus e a comunhão com os outros; representa o que há de mais contrário a Deus e a possibilidade de uma convivência sadia com aqueles que o rodeavam; é o símbolo de tudo aquilo que no ser humano está em radical oposição ao Pai.
— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ
A leitura do Evangelho proposta pela igreja hoje é Mc 3,20-21. Os familiares de Jesus entram em crise porque, assim como os fariseus e escribas, eles não compreenderam sua missão. Os líderes religiosos querem matá-lo; os familiares querem amarrá-lo por acreditar que Jesus está louco.
— Simone Furqum Guimarães (Cebi/Planalto Central)
Jesus acomoda seu tempo ao “tempo de Deus, avança sem pressa nem inquietude e busca viver com alegria e prazer cada momento como um dom inesperado.
— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ
Muitas igrejas criaram jugos pesados que exclui as pessoas do plano de salvação de Deus. Costumamos ouvir nos púlpitos das igrejas homilias pesadas, preconceituosas, excludentes. Saímos dos cultos e missas mais desanimados do que convertidos.
— Simone Furqum Guimarães (Cebi/Planalto Central)
É preciso aceitar viver à busca de Deus. A Ele é que se deve buscar. Por iniciativa, Ele busca a todos, vai ao encontro de cada um. Ninguém fica de fora.
— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ
João, não é o Cristo; João é somente o enviado dele, aquele que se alegra com a chegada de Jesus, representado como o esposo. Esta é a simbologia do povo de Israel para ilustrar a união entre Deus e seu povo. Deus é o esposo, o povo de Israel é a noiva. João Batista é o amigo do noivo, se alegra com a sua chegada. João, conforme a profecia, anuncia a chegada do noivo, do Messias, do Cristo.
— Simone Furqum Guimarães (Cebi/Planalto Central)
A festa do batismo de Jesus, portanto, é uma ocasião especial para retomar nosso batismo, um convite permanente a relançar-nos em Sua aventura, a deixar-nos invadir pelo Seu Espírito, a comprometer-nos com Seu Reino. Na vivência cristã, nosso maior risco é o esquecimento de Jesus e o descuido de seu Espírito.
— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ
João, o Batista, anuncia o Messias que vai libertar o povo. Ele prepara o caminho para a chegada do Messias. Em nenhum momento João se coloca como centro. Com muita humildade ele diz: “não sou digno de desatar a correia de suas sandálias”.
— Simone Furqum Guimarães (Cebi/DF)