Julgamento

Cléria d’Almeida Córdova

Com a medida que tiverdes medido, também vós sereis medidos…

Mateus 7,1-5

Divina Presença,
Sei que Somos Um
E nada faço distante do Teu olhar,
Há tanto que me ensinas o Amor!
Mestre meu,
As provas deste Curso são diárias.

E de repente flagro-me discriminando:
Quem não se encaixa no meu padrão
De aparência,
De posses,
De comportamento,
De escolhas,
De objetivos…

Quem me autorizou julgar o meu próximo?

Quem me autorizou julgar o meu próximo?
Quem me permitiu condenar, ofender os filhos do Pai Amoroso?

Que sei eu dos erros pretéritos que cometi?
Ainda não aprendi que serei medida com a rigidez, ou compaixão que utilizo?

Como posso
Ante a Divina Presença,
Criticar os Seus filhos?
Que sei eu dos seus aprendizados?
Dos ambientes que frequentaram?
Dos sofrimentos que trazem na alma?

A Divina Presença
Reveste-Se de Amor e Misericórdia.
Que veste estou usando,
Se desejo esta Convivência
Sem sentir-me indigna?

Salvador, 9 de novembro de 2022.

Cléria d’Almeida Córdova, Poetisa, Mulher, Mãe e Vovó de Maria Eduarda, Helder e Inácio. Devota de Santa Dulce dos pobres, que tem o privilégio de apreciar o pôr do Sol na Bahia de todos os Santos.

Imagem: Fang (1931-2012)— Janela no Espelho, 1982. Enciclopédia Itaú Cultural.

Poesia

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IGNATIANA é um blog de produção coletiva, iniciado em 2018. Chama-se IGNATIANA (inaciana) porque buscamos na espiritualidade de Inácio de Loyola uma inspiração e um modo cristão de se fazer presente nesse mundo vasto e complicado.

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