Dogma

Cléria d’Almeida Córdova

Eu não quero seguidores  de dogmas, quero seguidores do Amor.

Meu Mestre,
Quem não  foi convidado por Ti?
A quem excluíste?

Uma mãe amorosa
Que perde um filho perverso,
Chora a dor da perda.
Um pai amoroso
Que assiste o descaminho
de um filho irresponsável,
Sofre e lamenta.

E o Pai-Mãe, Espírito de Amor 
Qual filho, para sempre, condenará ?

Não vem de Deus a condenação eterna,
O Dogma a criou.

E o dogma sou eu,
Quando ignoro o valor de cada vida,
Quando não intercedo por aqueles que não estão em minhas fileiras,
Quando excluo do meu coração
Os que pensam diferente de mim.
Se aceito separação,
Não trabalho para a Paz.

Salvador, 9 de junho de 2021.


Cléria d’Almeida Córdova, Poetisa, Mulher, Mãe e Vovó de Maria Eduarda, Helder e Inácio. Devota de Santa Dulce dos pobres, que tem o privilégio de apreciar o pôr do Sol na Bahia de todos os Santos.

Imagem: 6534 — Fayga Ostrower, 1965. Xilogravura sobre papel. In: Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2021.

Poesia

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IGNATIANA é um blog de produção coletiva, iniciado em 2018. Chama-se IGNATIANA (inaciana) porque buscamos na espiritualidade de Inácio de Loyola uma inspiração e um modo cristão de se fazer presente nesse mundo vasto e complicado.

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