Tag: Professora Graziela Guimarães Pimentel

Uma aposentadoriazinha e outra parte de sua história

Antônio Erlindo Braga era auditor do Tribunal de Contas do Estado do Pará, quando chegou-lhe às mãos o processo de aposentadoria compulsória da professora Graziela Guimarães Pimentel. Ele analisou com atenção o pedido e o deferiu, lamentando o valor do benefício, depois de uma vida dedicada ao magistério, à época pouco menos de R$ 180,00. Isso mesmo: cento e oitenta reais. O salário mínimo, em 1994, ano era de exatos cem reais. Hoje, a professora Graziela Guimarães Pimentel não receberia mais do que R$ 1.800,00.

— João Carlos Pereira

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A história humanizada de uma mulher que apenas queria amar

Quando comecei a escrever sobre a professora Graziela, meu interesse era apenas a Arara. No máximo, aquela mulher a quem todos chamavam de louca. Havia um ser humano e uma personagem. Eu buscava a personagem. Depois do primeiro texto, o sentido da busca mudou. Por trás da caricatura existia uma criatura tão interessante, que a Arara perdeu a relevância. Na verdade, aos poucos foi desaparecendo de meus olhos e me tomei de tanta ternura pela pobre mulher, que comecei a procurar seu coração.

— João Carlos Pereira

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Ainda memória e esquecimento de uma pobre mulher

No começo, pensei que seria difícil, quase impossível, pintar-lhe o retrato a partir de informações soltas, mas desde de segunda-feira que não param de chegar elementos para me ajudar a completar o esboço e transformá-lo num retrato. No triste retrato de uma mulher que a bem dizer nasceu princesa. “Ela não lavava uma meia. Tinha tudo. Era mulher muito fina, prendada, de família”, definiu Fafá de Belém, que leu a crônica em São Paulo e me entregou uma série de peças importantes do quebra-cabeça, que também posso ver como cacos para um possível vitral.

— João Carlos Pereira

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