A história humanizada de uma mulher que apenas queria amar

Quando comecei a escrever sobre a professora Graziela, meu interesse era apenas a Arara. No máximo, aquela mulher a quem todos chamavam de louca. Havia um ser humano e uma personagem. Eu buscava a personagem. Depois do primeiro texto, o sentido da busca mudou. Por trás da caricatura existia uma criatura tão interessante, que a Arara perdeu a relevância. Na verdade, aos poucos foi desaparecendo de meus olhos e me tomei de tanta ternura pela pobre mulher, que comecei a procurar seu coração.

— João Carlos Pereira

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Agentes curadores

Ao falar com os discípulos, Jesus alerta a igreja cristã, primeira a receber as instruções sobre o Reino dos Céus, que sem a fé, mesmo que pequena (do tamanho de um grão de mostarda) não é possível mover obstáculos, como as montanhas. Jesus está olhando para as montanhas de Jerusalém. E Jerusalém é onde concentra os poderes que oprimem, exploram e adoecem as pessoas.

— Simone Furquim Guimarães (Cebi-DF)

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Um cristão que sonhava com igualdade para todos

Pouca gente tão cristã eu já encontrei como Nazareno Tourinho. Mais do que ele, difícil. Lutava por um mundo melhor para todos, mantendo os pés firmes, nas lutas do seu tempo, mas trazia os olhos voltados para Deus. Quando falávamos sobre a salvação das almas, baixava o tom da voz e quase segredava: “João, ninguém vai deixar de ser salvo. Ninguém”.

— João Carlos Pereira

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A arte de enfrentar tempestades

Também a Igreja se mostra, muitas vezes, presa ao medo, matando seu espírito profético. Uma Igreja medrosa torna-se conivente com a cultura da violência e da morte. Enquanto mais teme, mais se fecha e se entrincheira atrás de normas, doutrinas, ritos...; e quanto mais se entrincheira, mais frágil se torna.

— Pe. Adroaldo Palaoro, SJ

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