Crucifixão e morte de Jesus

Mistérios da Dor — V

Mulher, eis o teu filho!
Filho, eis a tua mãe!

Jo 19, 26-27
Palavra de Deus

João 19,23-30

Quando crucificaram Jesus, os soldados repartiram as roupas dele em quatro partes. Uma parte para cada soldado. Deixaram de lado a túnica. Era uma túnica sem costura, feita de uma peça única, de cima até em baixo. Então eles combinaram: «Não vamos repartir a túnica. Vamos tirar a sorte, para ver com quem fica.» Isso era para se cumprir a Escritura que diz: «Repartiram minha roupa e sortearam minha túnica.» E foi assim que os soldados fizeram.

A mãe de Jesus, a irmã da mãe dele, Maria de Cléofas, e Maria Madalena estavam junto à cruz. Jesus viu a mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava. Então disse à mãe: «Mulher, eis aí o seu filho.» Depois disse ao discípulo: «Eis aí a sua mãe.» E dessa hora em diante, o discípulo a recebeu em sua casa.

Depois disso, sabendo que tudo estava realizado, para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede.» Havia aí uma jarra cheia de vinagre. Amarraram uma esponja ensopada de vinagre numa vara, e aproximaram a esponja da boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse: «Tudo está realizado.» E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

Magistério

Papa Francisco

Na cruz, quando Cristo suportava em sua carne o dramático encontro entre o pecado do mundo e a misericórdia divina, pôde ver a seus pés a presença consoladora da Mãe e do amigo.

Naquele momento crucial, antes de declarar consumada a obra que o Pai Lhe havia confiado, Jesus disse a Maria: «Mulher, eis o teu filho!» E, logo a seguir, disse ao amigo bem-amado: «Eis a tua mãe!» (Jo 19, 26-27). Estas palavras de Jesus, no limiar da morte, não exprimem primariamente uma terna preocupação por sua Mãe; mas são, antes, uma fórmula de revelação que manifesta o mistério duma missão salvífica especial. Jesus deixava-nos a sua Mãe como nossa Mãe. E só depois de fazer isto é que Jesus pôde sentir que «tudo se consumara» (Jo 19, 28). Ao pé da cruz, na hora suprema da nova criação, Cristo conduz-nos a Maria; conduz-nos a Ela, porque não quer que caminhemos sem uma mãe; e, nesta imagem materna, o povo lê todos os mistérios do Evangelho. Não é do agrado do Senhor que falte à sua Igreja o ícone feminino. Ela, que O gerou com tanta fé, também acompanha «o resto da sua descendência, isto é, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus» (Ap 12, 17). Esta ligação íntima entre Maria, a Igreja e cada fiel, enquanto de maneira diversa geram Cristo, foi maravilhosamente expressa pelo Beato Isaac da Estrela: «Nas Escrituras divinamente inspiradas, o que se atribui em geral à Igreja, Virgem e Mãe, aplica-se em especial à Virgem Maria (…). Além disso, cada alma fiel é igualmente, a seu modo, esposa do Verbo de Deus, mãe de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda. (…) No tabernáculo do ventre de Maria, Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, permanecerá até ao fim do mundo; no conhecimento e amor da alma fiel habitará pelos séculos dos séculos».

Evangelii gaudium, 285

1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Senhor, Pai santo, que realizastes no mistério pascal a salvação do gênero humano, concedei que sejamos contados entre os vossos filhos adotivos que Jesus Cristo, ao morrer na cruz, confiou à Virgem Maria, sua Mãe. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém.


SANTO ROSÁRIO

Mistérios da Alegria
I II III IV V

Mistérios da Luz
I II III IV V

Mistérios da Dor
I II III IV V

Mistérios da Glória
I II III IV V

Imagem: El Greco — La Crucifixión, 1597/1600. Museo Nacional del Prado.

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