Aos que não simpatizam com o preconceito e o ódio

É para vocês que escrevo.

Já não tenho esperanças de que possam os outros brasileiros, os que flertam com o capitão, mudarem suas opiniões… De fato, reunidos os documentos em áudio, vídeos, entrevistas e assemelhados, sobram elementos para que a escolha que fizeram tenha sido baseada em evidências. Esses talvez tenham que experimentar chegar a dor aos seus entes queridos para então se darem conta do engano que cometem com seu povo e com os seus.

Reconheço na partida nossa incapacidade de usar argumentos apropriados para convencê-los antes de domingo, quando elegeremos um novo presidente para a frágil democracia brasileira.

Tenho esperança entretanto ao falar a vocês.

Diferentes daqueles que alimentam o ódio e o preconceito, perderam as esperanças na política ou não se sentem representados por nenhum dos candidatos e carregam consigo a mais profunda e justa indignação contra a corrupção no partido dos trabalhadores e em todos os outros partidos que praticaram o estelionato eleitoral.

Dirijo-me especialmente àqueles que ainda não decidiram o que fazer com seus votos.

Posso claramente identifica-los em meio a multidão… são como pontos de esperança… são gente capaz de ser generosa, gente que valoriza o erro como fonte de aprendizado, gente que prefere enfrentar o problema a encobri-lo com o manto de uma falsa ordem. São pessoas que reagem com indignação à estupidez humana…  gente que acredita em valores e luta para que não sejam corroídos. Gente que se recusa a dar o seu precioso voto ao candidato que exibe sua musculatura e usa de verborragia violenta para intimidar.

Vocês são milhões espalhados Brasil afora… Gente capaz de discernir e escolher o que é melhor para o Brasil.

Somos todos um só povo, uma só democracia, é ela que devemos preservar.

São para vocês estas palavras…
vocês que farão a diferença neste domingo…

Torço para que essas palavras os alcancem antes da sua decisão final.

Com um afetuoso abraço amazônico,
Cristovam Diniz


Cristovam Diniz é professor e pesquisador da Universidade Federal do Pará, onde foi reitor no período de 1997-2001. [Currículo Lattes]

Justiça e Paz

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