Retiro do Advento e Natal 2022 — Terceira Semana

11 — 17 dez.

11.12 – Terceiro Domingo do Advento

Texto: Mt 11, 2-11: Eis que envio meu mensageiro diante de ti para te preparar o caminho.

Alegrai-vos! O Senhor está próximo!!! Nesta certeza, celebramos o terceiro domingo do Advento, chamado “Domingo da Alegria” ou “Gaudete”. Sabemos que a alegria é um sentimento indispensável na vida de qualquer pessoa, mas principalmente em uma realidade que deve nortear a vida dos cristãos. Afinal, Cristo firma-se para nós como motivo de grande alegria e festa. Nutrindo essa proposta de alegria perene, fundamentada no Reino de Deus, a primeira leitura é um trecho do livro do Profeta Isaías, em que se anuncia a chegada de Deus para dar à existência de um novo sentido e ao povo, nova vida, pela libertação dos cativos, que são conduzidos para uma nova vida, marcada não mais pela tristeza e pela opressão, mas por lugar de alegria e de festa, pela terra da liberdade. A segunda leitura é um excerto da Carta de São Tiago e apresenta-nos um convite para não deixarmos que o desespero nos envolva enquanto aguardamos a vinda do Senhor; mas que o façamos com total paciência e confiança. Por fim, o Evangelho descreve-nos, de forma clara e objetiva, a ação de Jesus como o Messias, capaz de voltar o seu olhar para os menos favorecidos, dar vista aos cegos, fazer com que os aleijados recuperem a saúde, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam, ressuscitar os mortos e anunciar aos menos favorecidos que o “Reino” da justiça e da paz chegou. Esta é a certeza que temos ao esperarmos o Senhor: uma vida nova, repleta da esperança que vem de Jesus.

12.12 – Segunda feira

Texto: Lc 1, 39-47: Nossa Senhora de Guadalupe – Isabel ficou repleta do Espírito Santo.

O encontro das duas mães, em realidade, o encontro dos dois filhos. João Batista inaugura a sua missão anunciando por boca de sua mãe o senhorio de Jesus, manifestação de seu mesmo messianismo e de sua profunda relação com Deus. A resposta de Maria à saudação de Isabel, que tradicionalmente designamos com o nome latino de “Magnificat”, é um Salmo de ação de graças composto por citações e alusões ao Antigo Testamento, de forma especial ao cântico de Ana, a mãe de Samuel (1Sm 2,1-10). Lucas nos mostra neste canto um tema de sua predileção, Deus tem piedade dos pobres. Em realidade não há aqui somente um louvor aos pobres, dos quais Maria é a representante. Os que contam aos olhos de Deus são os que passam despercebidos pelos poderes deste mundo.

13.12 – Terça feira

Texto: Mt 21, 28-32: Santa Luzia -“Em verdade vos digo: os publicanos e as meretrizes vos precedem no Reino de Deus!”

Também nós fomos convidados a trabalhar na Vinha do Senhor. E, em um momento de grande fervor, como após um retiro, uma palestra, uma homilia, ou mesmo diante do conhecimento e do exemplo da vida fervorosa de algum santo, fomos tocados pela semente divina da conversão. O Menino Jesus nasceu da Virgem Maria, humildemente reclinado em uma manjedoura, onde os animais comiam, e era por eles aquecido. Cresceu como um jovem judeu comum, ajudou sua Mãe, aprendeu a arte da carpintaria com São José, até que, após seus trinta anos, deu início à sua missão de que o Pai lhe incumbira: anunciar o Reino dos Céus aos pobres! Foi sempre fiel ao chamado de seu Pai, após um grande tempo de oração por palavras e ações. Por que, às vezes, fazemos nossos propósitos – até tomamos nota – e, após algum tempo, esquecemo-nos dele e voltamos à “estaca zero”? Faltou-nos a oração. É a oração em que falamos realmente com Deus e a oração de uma vida normal levada a sério que fundamentam nossa promessa. Talvez, em algum momento, tenhamos nos esquecido de nossa palavra “não”, mas logo nos arrependemos e fomos trabalhar na Messe do Senhor.

14.12 – Quarta-feira

Texto: Lc 7, 19-23: “És tu o que há de vir ou devemos esperar por outro?”

São João Batista é chamado de Precursor do Messias porque preparou sua chegada à vida pública. Sabia que Jesus era o Messias, humilde, sem alarde, iniciando sua Missão. Assim lhe anunciou: “Eu vos batizo com água, em sinal de penitência, mas aquele que virá depois de mim é mais poderoso do que eu e nem sou digno de carregar seus calçados”. Por isso, quando Nosso Salvador pediu para ser batizado por João, este recusou: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!”. Mas depois que o Messias lhe explicou que, pela Nova Lei, o superior deveria se fazer servo de todos, João cede (Mt 3, 11-15). Mas se ele acreditava que Jesus era o Messias, seus discípulos, influenciados por seus patrícios, estavam em dúvida. Esperavam por um Messias cheio de glória mundana, como um rei que restauraria o Reino de Davi. Porém, Jesus lhes respondeu com um trecho do Livro de Isaías que profetizava sobre o Messias (Is 35, 1-10).

15.12 – Quinta-feira

Texto: Lc 1, 5-25: Ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus.

Por significativa missão atribuída pelo Senhor, a presença do anjo anuncia o nascimento do primo de Jesus Cristo, João Batista, filho de Zacarias, homem temente a Deus que carregava certa tristeza pelo fato de sua esposa – Isabel – ser estéril e nunca poder felicitá-lo com a graça de um filho. A Palavra de Deus, contudo, comprova-nos que, para Ele, nada é impossível, e, sendo assim, encontramos na narrativa o anúncio desse milagre na vida do casal. O texto ensina-nos que, essencialmente, precisamos confiar na presença de Deus em nossa vida, e, mesmo quando as situações parecem impossíveis, precisamos entender que, para os desígnios do Senhor, não há limites ou obstáculos. Em outras palavras, devemos, para além de afirmar, vivenciar que o nosso Deus é o Deus do impossível.

16.12 – Sexta-feira

Texto: Jo 5, 33-36:  “e ele deu testemunho da verdade.”

Hoje se inicia a Novena de Natal, de 16 a 24 de dezembro. Os textos, selecionados pela Sagrada Liturgia, são mais diretamente voltados para a preparação daquela grande Solenidade. Diz o Evangelho de hoje que as obras que Jesus fazia durante o tempo que permaneceu entre nós davam testemunho de que ele era o Messias, enquanto São João Batista tinha sido apenas o preparador de seu caminho. Jesus, porém, como homem, não atribuía a si mesmo os milagres que fazia, mas a seu Pai: “Tenho maior testemunho do que o de João (Batista), porque as obras que meu Pai me deu para executar – essas mesmas obras que faço – testemunham a meu respeito que o meu Pai me enviou” (v.36). De maneira semelhante, todas as boas obras que praticamos não vêm de nós, mas de Deus. Sigamos, pois, os exemplos de nosso Mestre que, bem ciente de que todas as obras que fazia vinham de seu Pai, rezava a ele seguidamente e em várias situações. Ora, nós somos criaturas de Deus. Por nós mesmos, nada temos e nada realizamos de bom. Diante dessa verdade, deduzimos que somos inteiramente dependentes de nosso Criador e rezar a ele é nossa condição essencial para sermos bons cristãos!

17.12 – Sábado – Repetição

A oração de cada sábado consiste no exercício chamado de repetição. Trata-se de aprofundar aquilo que rezei durante a semana. Santo Inácio diz: Não é o muito saber que satisfaz a pessoa, mas o sentir e saborear as coisas internamente [EE 2]. Por isso não é apresentada uma nova matéria de oração para este dia. Faço, pois, a oração, a partir do texto ou moção que mais me consolou ou que mais me desolou na semana que passou.


Etapas

Proposta
Semana introdutória (21 – 26 nov)
Primeira semana (27 nov – 3 dez)
Segunda semana (4 – 10 dez)
Terceira semana (11 – 17 dez)
Quarta semana (18 – 24 dez)
Tempo do Natal (25 dez – 8 jan)


Material produzido pelo Pe. Luís Renato Carvalho de Oliveira, SJ

Ilustração: Pe. Luís Renato de Oliveira, SJ
Reflexões: Diário Bíblico-AM

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