Rezando a gratidão por poder caminhar com Jesus

Joana Eleuthério

“Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde estava Lázaro, aquele que ressuscitara dos mortos. Ele, suas irmãs, Marta e Maria ofereceram-lhe um jantar.” (João 12.1-2a)

“Como mensageiro de paz, chegou Jesus a Jerusalém montado num jumentinho. Não precisava de soldados e nem de instituições de violência para se defender.”

(Adroaldo Palaoro,SJ)

Não sei bem quanto tempo eu segui minha mãe, que seguia Jesus por todos os caminhos da Galileia e ficava muito encantada com o jeito com que Ele fazia as coisas – seu modo de curar as pessoas e de falar com elas, a forma como Ele pregava, normalmente contando histórias que nos ajudavam a compreender melhor o que queria ensinar. Mamãe o seguia para todo lado e sempre ficava muito atenta para ver se poderia fazer qualquer pequenina coisa para ajudar, por mais simples que fosse. Limpar os ambientes onde ele se encontrava com seus apóstolos, lavar uma roupa, uma vasilha … Qualquer coisinha que lhe permitisse sentir-se uma humilde discípula de Jesus para não perder nada dos ensinamentos Dele. Quando Ele multiplicou os pães, me confundiram com um menino – nunca entendi por que, mas era eu quem tinha a cesta com os cinco pães e dois peixinhos (João 6, 8). Mamãe queria se aproximar mais de Jesus para ouvir melhor, então forrou a relva com o manto dela para que eu me sentasse com mais duas crianças e esperássemos que ela voltasse para comermos juntas.

Lembro-me bem da noite em que nos vimos em Betânia, quando caminhávamos rumo a Jerusalém e Jesus quis desviar-se um pouquinho da rota para abraçar seus amigos Lázaro, Marta e Maria. Os três eram pessoas muito boas e fizeram questão de oferecer o jantar para todos que seguiam Jesus, embora tivessem sido surpreendidos sem nenhum aviso[1].  Os três irmãos – quase uma família para Jesus – estavam realmente muito contentes com a visita Dele, estavam mesmo eufóricos. Mas Jesus estava bastante silencioso, apesar da delicadeza e da atenção que Ele dedicava a todos e a tudo. Ele tinha um sorriso e um olhar lindos … Nunca conseguirei me esquecer dessa imagem – um Jesus tristonho, porém muito sereno, atento, carinhoso e acolhedor com todas as pessoas. Ficamos em Betânia uma noite e quase um dia inteiro, que era um sábado.

O silêncio de Jesus, em muitas situações, sempre me comovia. Era uma circunstância muito presente nos cenários da vida e da convivência que tivemos com Ele durante quase três anos. Meditar ou contemplar isso me ajuda a compreender melhor quem foi e quem é Ele. Bruno Maggioni  observou que “quando se menciona o silêncio de Jesus, quase sempre nos recordarmos dos momentos da Paixão. Na verdade, foi ali que o silêncio atingiu o ponto mais alto de seu poder expressivo. Às vezes, o silêncio diz muito mais do que as palavras”. Também nos Evangelhos, encontramos diversas situações na vida pública de Jesus, onde o seu silêncio é muito eloquente, há outras situações em que a simples presença dele ou uma simples pergunta que Ele faz silencia seus interlocutores, como esse sacerdote italiano comenta em seu texto.

Assim, eu seguia Jesus ao lado de minha mãe e me divertia muito com as crianças da minha idade que também acompanhavam seus pais. Jesus gostava muito das crianças e, às vezes, vinha se misturar conosco em nossas brincadeiras. Enfim, sei que mamãe não abria mão de acompanhá-Lo até onde fosse praticamente impossível. Eu tinha dez para doze anos quando Jesus montou a jumentinha em uma aldeia perto de Jerusalém para chegar à cidade descendo o Monte das Oliveiras. Seguiam-no, os seus apóstolos e uma pequena multidão de pobres galileus. Mas, lá embaixo na cidade, muita gente esperava pelo Messias prometido, enfeitando as ruas, onde Ele iria passar, muitas pessoas traziam palmas nas mãos para saudá-Lo. Todos gritavam cheios de alegria: “Hosana, Filho de Davi!” Apesar disso, observei bem e vi também um quê de tristeza no semblante sereno de Jesus, apesar do sorriso constante e carinhoso para as pessoas que ali estavam.24ramosB

Montado no jumentinho, Ele só queria ser visto como o soberano humilde, da paz e muito diferente dos reis e rainhas do nosso mundo. Jesus estava ali em obediência ao Pai, como parte fundamental do sonho de Deus, com toda a humanidade e humildade, realizando o Projeto do Reino. Porém, a expectativa do povo, que estava em Jerusalém ou que lá morava, era de que Jesus seria o Messias libertador – o soberano poderoso e vencedor, que iria tirá-los das mãos opressoras do Império Romano. Isso foi motivo de grande frustração, o que até explica o fato de, em uma semana, as mesmas vozes que o saudavam com belos hinos, gritarem para Pilatos: “Crucifica-o”, salvando a vida de Barrabás. Lembro-me de ouvir Jesus, por diversas vezes, explicando que o reino Dele era o Reino do Pai e que não era deste mundo (João 18,36) – o caminho Dele seria a confirmação de diversas profecias, para coisas boas e coisas ruins que lhe aconteceriam. Mas parece que ninguém conseguia entender … Ou entendiam, mas não levavam a sério e logo se esqueciam. Algumas dessas ocasiões ficaram impressas em minha alma. Vou citar algumas.

Na primeira delas, Jesus até chegou a ficar bravo com Pedro, quando explicava para os apóstolos que era necessário que o Filho do Homem sofresse muito porque seria rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas. E que, ao final, Ele seria morto, mas ressuscitaria depois de três dias. Jesus não usava meias palavras para dizer isso, então Pedro, chamou-o num canto e repreendeu seu mestre. Jesus estava olhando para Pedro, mas virou-se e olhou para os outros discípulos e disse com muita energia: “Afasta-te de mim, ó Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens.” (Marcos 8:31-33)

O outro momento foi na Última Ceia de Jesus com seus apóstolos (Marcos 14, 27-28), mamãe e outras mulheres estavam lá cuidando da organização e servindo, eu também estava lá e Jesus me abraçou e me abençoou antes de começarem a Ceia. Não vi o que aconteceu , mas Judas foi embora com muita raiva. Eles ainda continuaram conversando, quando ouvi Jesus dizer: “Vós todos vos escandalizareis, pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas serão dispersas,” era uma profecia de Zacarias (13,7). Jesus ainda avisou que depois da sua ressurreição, ele iria para a Galileia esperar por eles lá. Eu não entendi nada. Mas parece que os apóstolos também não e essa foi a dificuldade que Jesus enfrentou até as suas lágrimas em Getsêmani quando pediu aos apóstolos que se sentassem e esperassem enquanto Ele rezava. Ele seguiu um pouco mais adiante, seguido apenas por Pedro, Tiago e João, e desta vez, Jesus pediu socorro: “Estou profundamente triste, a ponto de morrer. Fiquem aqui e mantenham-se vigilantes comigo.” (Mateus 26:36-38).

Assim, a impressão que fica é que, embora, Jesus tenha falado com os apóstolos mais de uma vez, eles não foram capazes de alcançar a mensagem da sua violenta morte seguida da gloriosa Ressurreição. Fico imaginando que os apóstolos só conheciam e concebiam um soberano vitorioso segundo a visão do mundo. Não era falta de atenção, eles não compreendiam por que tudo o que ouviam do mestre deles era exatamente o oposto do que eles esperavam. Assim, ficavam bloqueados em relação à informação que lhes era passada. Jesus devia se sentir muito só, embora os discípulos tivessem feito a opção de segui-Lo e ao seu Projeto, mas ainda continuavam presos às tradições, às expectativas, à cultura e ao ensino daquela época. Para os apóstolos, a ideia do Rei, a ideia do Messias que Jesus lhes apresentava, mesmo coerentes com as profecias de Isaías e Zacarias, era impossível de ser assimilada.

Jerusalém era uma cidade muito cara a Jesus, onde tinha estado outras vezes, desde a infância, chegando a ficar no templo conversando como gente grande. Sem avisar Maria e José, quase enlouqueceu seus pais, que só deram pela falta dele na caravana, depois de um dia de caminhada no retorno para casa depois da festa da Páscoa daquele ano. Assim, ao avistar a cidade do alto do monte, eu vi Jesus chorar silenciosamente, montado em seu jumentinho. Quase chorei também, senti vontade de abraçá-Lo e confortá-Lo. Todos sabíamos o quanto ele amava aquela cidade e sabia que ela era também muito cara para o seu Pai. Provavelmente, Jesus anteviu que o sonho de Deus para a aquela cidade estava por desmoronar.

Bernardo Francesco Maria Gianni, o abade beneditino de San Maniato no Monte, que pregou o retiro para o Papa e a Cúria Romana em 2019, ofereceu-nos uma bela reflexão recordando o agora beato, “Giorgio La Pira, o prefeito de Florença construtor de paz, que sonhava e queria uma cidade símbolo de beleza, fraternidade, acolhida universal e amor cristão no modelo da Jerusalém descrito pelo profeta Isaías no capítulo 60.” O abade recordou também uma bela mensagem escrita pelo Papa Francisco no aniversário da Pontifícia Academia para a Vida, quando o Pontífice afirmou que comunidade humana é o sonho de Deus desde antes da criação do mundo, o abade Gianni concluiu dizendo aos presentes que quase poderíamos dizer que Giorgio La Pira sonhou o sonho de Deus. E enfatizou que “isso não é um trocadilho, pois nesse seu sonho, nessa sua paixão, também muitas vezes incompreendido por homens da Igreja do seu tempo, bem como de grande parte da sua gente, estava realmente uma percepção muito alta do mistério que habita cada cidade.” Nesta minha contemplação da entrada de Jesus em Jerusalém, esbarrar com esse texto do pregador do retiro do Papa me fez caminhar, observar e refletir sobre o que via e o que não era muito visível, mas muito importante para nós cristãos.

Percebo que a grande alegria dos apóstolos e de todo o povo, naquele domingo, refletia a esperança deles de ver o sonho de Deus se realizar em Jerusalém: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.” (Zacarias 9:9) A alegria era respirada junto com a poeira das ruas. A grande expectativa em relação ao Rei entrando na capital para transformá-la em uma cidade, onde se viveria a paz, a solidariedade, a fraternidade, o desejo de bem, de verdade, de justiça transparecia em toda a multidão dos discípulos e dos demais populares que ali estavam. Jesus seguia silencioso em meio à euforia das aclamações de toda gente e realmente deveria estar tristonho por saber que o destino Dele seria muita dor, muita injustiça antes da sua glória na Ressurreição. Deus era louvado em altas vozes, por todas as maravilhas que tinha acontecido na trajetória de Jesus desde que Ele fora batizado no Jordão; todo mundo estava certo de que aquele profeta gentil e humilde era o rei que podia mudar a história, trazendo a paz para aqueles dias infelizes e de tão pouca esperança. Diziam: “Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus!”. A alegre festa de recepção ao rei de Zacarias acabou por incomodar os fariseus e grande parte dos judeus – o grupo que estava do outro lado da história planejando a morte de Jesus por medo Dele – nunca entenderam que Jesus não disputava o trono do mundo com os romanos. Os reclamantes entraram em meio à euforia da multidão e caminharam até onde estava Jesus para exigir que ele desse um jeito de acabar com aquela algazarra que estava incomodando a cidade inteira, mas Jesus lhes disse: “Eu poderia falar com eles, mas “se eles se calarem, as pedras gritarão!” (São Lucas, 19). Passado esse incidente, seguimos em cortejo muito alegre e festivo.

Fomos direto para o Templo e Jesus não gostou do que viu quando chegamos lá. Os mercadores profanavam o Templo com seus negócios, vendas e trocas ignorando a sacralidade daquele lugar. O que assistimos em seguida chegou a nos assustar, Jesus parecia revigorado, nem parecia aquele pastor do pequeno rebando, que uma vez disse: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração …” (Mateus 11, 29). Enérgico, ele pegou o chicote e não brincou em serviço. Virou mesas, soltou os ovelhas e pombinhas que estavam sendo vendidas para os sacrifícios, expulsando os assustados vendilhões do templo: “O zelo da tua casa me consome (Sl 68,10).”

Aquele foi um longo dia. Já estava bem escuro quando chegamos à casa de parentes de minha mãe, onde fiquei toda aquela semana dos últimos dias de Jesus entre nós. No dia seguinte, devo ter dormido muito por causa do cansaço, acordei tarde. Havia uma atmosfera nebulosa na casa, todos falavam baixinho e cuidavam de mim com muito carinho. Os rumores que havia na cidade deixaram aquela família preocupada, então aconselharam minha mãe que me deixasse com eles até a volta dela, que demorou muito e me deixou amargurada. Quando ela retornou, estava ainda mais triste do que eu. Os adultos foram conversar e pediram para as crianças irem brincar na rua. Falavam baixinho e eu até tentava ouvir, mas não conseguia, minha mãe se engasgava, chorava …

Só algum tempo depois eu entendi tudo o que havia acontecido. Jesus fora morto de modo muito cruel, mas depois ressuscitou e voltou para a Galileia para esperar seus apóstolos e encontrar-se com eles e com todo o povo galileu que o seguiu desde o início de sua vida pública até seus últimos dias, como o Deus encarnado. Jesus chegou a assustar algumas pessoas, como se fosse um fantasma – até mesmo os apóstolos, que tinham sido avisados da superação da morte pela glória e pelo amor do Pai. Eles ficaram muito inseguros e amedrontados no começo. Contudo, logo perceberam que era Jesus mesmo. A forma como cuidava deles e repartia o pão era muito especial e única. Jesus queria consolar e instruir seus apóstolos e todos os seus discípulos para lhes deixar a missão de anunciar o evangelho para todas as pessoas e nações, além de lhes enviar o seu Espírito Santo, como o grande auxiliador, para orientar e consolar os discípulos e amigos de Jesus, na continuação do Projeto do Reino.

Trazendo novamente as palavras do pregador do Retiro do Papa, o abade Gianni, lembrando-se do teólogo luterano Dietrich Bonhoeffer e de sua preocupação pela vida das novas gerações e pelo futuro que iremos deixar para elas, afirmou que precisamos deixar uma boa herança para quem virá depois de nós: “um futuro melhor que o presente que vivemos.“. O Abade citou também o convite de Romano Guardini para acolhermos o futuro com responsabilidade, realizando-o  sempre junto com o Senhor. O pregador disse que devemos olhar para a realidade sem sonhar cidades ideais ou utópicas de nenhum tipo: “A utopia não é uma perspectiva autenticamente evangélica. A Jerusalém celeste, que o visionário do Apocalipse contempla, não é uma utopia, é de fato o conteúdo de uma promessa real e confiável que o Senhor dá às suas igrejas.”.  A igreja ou as igrejas somos nós – homens e mulheres de boa vontade – e a ação da Igreja é ser “realmente essa fecundidade gerada pela escuta obediente e apaixonada do Evangelho da vida de Jesus”, enfatizou o abade Gianni.

Nessa contemplação alongada, recebi a graça de caminhar um pouco mais com Jesus e poder sentir e viver com Ele e minha mãe, nos seus últimos dias. Conhecer Jesus um pouquinho mais me fortalece e ilumina a minha vida, as minhas ações e decisões. Eu era uma criança que não desgarrava da mãe, que não desgarrava de Jesus desde que o conheceu e ela sempre rezava pedindo para ser uma boa serva de Deus e do próximo, pedindo também a Nossa Senhora que protegesse e orientasse seus filhos com o mesmo carinho que ela criou e cuidou de Jesus. Na vida de dificuldades e carências de uma família pobre, o essencial nunca nos faltou – o amor e o cuidado desde as pequenas coisas do dia-a-dia até depois de adultos, já com nossas famílias. Assim, eles viveram e foram para junto do nosso Pai que está nos céus… Neste momento, me vem à memória que ”São João da Cruz dizia que, no entardecer da vida, nós todos seremos também examinados sobre o amor.”[2]

Conhecer um pouco mais da interioridade de Jesus é uma graça que, nós inacianos, nunca deixaremos de pedir. Contudo, sabemos que conhecer alguém em profundidade é uma jornada que tem começo, mas não tem fim …  Como diz o velho ditado, só se conhece alguém verdadeiramente depois de comer um saco de sal com ela. Leva tempo …

Estou feliz pela caminhada feita nesta Quaresma com o livrinho do retiro da Edições Loyola deste ano[3] e com as nossas partilhas aos domingos no Centro Cultural Brasília, em uma nova fase, em um tempo novo. Sei que alcancei um pouco mais de intimidade e liberdade com o nosso Mestre – que é também nosso irmão pela filiação divina – agora continuarei pedindo as graças e as qualidades fundamentais para segui-Lo com maior fidelidade e assertividade. Que eu possa ser uma presença misericordiosa, onde estiver, onde passar e onde viver.

Estou muito grata, mas concluo meu texto pedindo mais uma graça:

Meu bom Deus e Pai, conceda-me
a graça de acompanhar Jesus
em Jerusalém.
Que eu possa ser presença
inspiradora e misericordiosa
em minha cidade e
nas cidades onde transito
para encontrar os familiares
e amigos. Ou mesmo apenas
para passear e descansar.
Amém!


* Joana Eleuthério é graduada em Letras. servidora pública aposentada da Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal.

——
Notas

[1] A comunicação estava a milhares de anos do nosso viciante WhatsApp.

[2] VÁZQUEZ, Ulpiano. A Contemplação para alcançar amor. Coleção Leituras e Releituras São Paulo: Loyola, 2005, p. 9

[3] RETIRO QUARESMAL 2019. São Paulo: Loyola, 2018.

Espiritualidade Justiça e Paz

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Caminhante sem nenhuma linearidade e com variados interesses.

1 comentário Deixe um comentário

  1. Falando do silêncio de Jesus, me esqueci do meu silêncio, fazendo um texto longo, provavelmente cansativo…

    E hoje esbarrei nesta bonita afirmação de Benjamin González Buelta SJ: “O silêncio é palavra agradecida.”

    Grande abraço aos leitores silenciosos deste “textão”.

    Joana

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