Retiro do Advento e Natal 2022 — Segunda Semana

4 — 10 dez.

04.12 – Segundo Domingo do Advento

Texto: Mt 3, 1-12: Preparai o caminho do Senhor.

Neste segundo domingo de Advento a Igreja faz ecoar até os dias de hoje as palavras de João Batista: «Convertam-se, porque o Reino do Céu está próximo.» Esta exortação está presente em toda a Bíblia, de modo particular na pregação dos profetas que continuamente convidam o povo a “voltar para Deus”, para pedir-lhe perdão e mudar seu estilo de vida.
Converter-se significa mudar de direção e dirigir-se novamente ao Senhor, na certeza de que Ele nos ama e o seu amor é sempre fiel. Para acolher a ternura de Deus que nos traz o menino Jesus no próximo Natal, precisamos aceitar hoje o convite à conversão que nos faz o Batista.
O passo seguinte, neste processo de volta a Deus, é dar-se conta de onde cada um/a de nós está, por quais caminhos está indo a nossa vida. Respondamos estas perguntas desde o olhar misericordioso de Deus, que “sabe ler no coração de cada pessoa incluindo o seu desejo mais profundo e que deve ter primazia sobre tudo” (Misericordia et Misera, 1).
E continuando com as palavras da carta do Papa Francisco, podemos afirmar que a misericórdia ajuda a olhar para o futuro com esperança, prontos para recomeçar nossa vida. A partir de agora, se quisermos, poderemos proceder no amor (Ef 5,2).
Estas últimas palavras da carta aos Efésios, “proceder no amor”, é a exigência que o Batista coloca aos fariseus que o escutavam: “Façam coisas que provem que vocês se converteram”. Ou seja, a conversão não é mágica e não acontece da boca para fora; ela é um processo, um caminho marcado pela graça de Deus que se manifesta num estilo de vida pautado pelo amor, pela compaixão diante das necessidades de nossos irmãos e irmãs.
Por isso toda nossa vida é um processo de conversão permanente, mas a sabedoria da Igreja nos oferece tempos especiais para que retomemos esperançosos nossa caminhada; o tempo de Advento é um deles. E tem sua lógica que nos precede no Amor. É a quem esperamos ansiosamente, nas palavras do Profeta: “Ele é quem batizará vocês com o Espírito Santo e com fogo”.
Semelhante promessa requer de nós uma preparação amorosa, uma vida coerente, que anuncie desde já a beleza, a ternura e a força do Emmanuel, Deus conosco.

05.12 – Segunda-feira

Texto: Lc 5, 17-26: Meu amigo, os teus pecados te são perdoados.

O Evangelho de hoje nos mostra que Jesus conhece o interior de cada pessoa. Pela cura do paralítico, chega-nos esta evidência, pois inquietos com a situação que se passou diante dos seus olhos, os fariseus e mestres da Lei começam a pensar sobre diversas coisas. Neste contexto, ouvimos a afirmação de que Jesus conhece o interior de cada um e a pergunta que Ele faz – “que pensais nos vossos corações?” – eleva-se como um questionamento extremamente importante e oportuno para nós, porque também precisamos nos interrogar sobre o que está no nosso coração. Inúmeras são as vezes que carregamos rancores, ressentimentos, mágoas; porém, somente na graça de Deus seremos capazes de nos livrar de tudo o que nos angustia e, por meio dessa libertação que apenas o Senhor pode realizar, aliviar os nossos corações para sermos transbordantes da graça e do amor divinos.

06.12 – Terça-feira

Texto: Mt 18, 12-14: Esta é a vontade de vosso Pai, que está nos céus, que nenhum destes pequeninos se perca.     

O Evangelho de hoje é um desenvolvimento da última instrução que aparece no início desse capítulo. Os pequenos de que se fala aqui são aqueles que se tornaram como crianças, e o convite em acolhê-los se traduz agora em três formas concretas: não escandalizá-los, não desprezá-los e não deixar que se percam. Essa última atitude é a temática da parábola da ovelha perdida.
Essa parábola, a da ovelha perdida, amplia a última exortação e proporciona uma explicitação do porque os pequeninos são importantes na comunidade cristã.
Talvez essa parábola, no seu contexto original, tivesse como finalidade apresentar a misericórdia de Deus. Mateus situa a parábola num contexto claramente eclesial. Dirige-se aos membros da comunidade cristã, para convidá-los a procurar os pequeninos que se desviaram do caminho. Coloca o acento na atitude do pastor solícito, que é capaz de abandonar todo o rebanho por uma só ovelha, e na enorme alegria que experimenta ao encontrá-la novamente.

07.12 – Quarta-feira

Texto: Mt 11, 28-30:  O Reino revelado aos simples.

Mateus reuniu aqui três sentenças de Jesus, que provavelmente tiveram a sua origem independente.
A palavra de Jesus é muito semelhante ao convite a se tornarem discípulos da sabedoria, que lemos nos livros sapienciais: “Vinde a mim”; “Tomai meu jugo”; “Encontrareis descanso”.
Esse jugo transformou-se num pesado fardo para o povo. Por isso, Jesus convida os simples para se tornarem seus discípulos, seguindo os seus passos em obediência filial à vontade do Pai.
Jesus convida a aceitar seu jugo, essa é uma imagem das exigências que derivam de sua mensagem. O seu jugo é suave, não como o da lei proposta pelos magistrados (escribas e fariseus) e sua carga é leve. Jesus convida todos a se aproximarem dele diretamente e não através da lei.

08.12 – Quinta-feira

Texto: Lc 1, 26-38: Imaculada Conceição de N. Senhora -Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo.

O diálogo do anjo Gabriel com a Virgem Maria articula-se em três momentos: a saudação e a mensagem; o anúncio da maternidade messiânica; e a revelação da divina maternidade no anúncio. Maria conceberá por obra do Espírito Santo, fonte de vida, que vai descer sobre Maria, e o poder de Deus Altíssimo vai cobri-la com a sua sombra.
O “sim” de Maria foi dado em total fé e submissão ao plano de Deus. É um verdadeiro exemplo de atitude que todo ser humano deve ter diante de Deus. Por meio de Maria Imaculada, sabemos que a fidelidade é possível. Maria manifesta que a fidelidade ao desígnio de Deus não é um mito paradisíaco. A pureza da Imaculada nada mais é do que a transparência à vontade de Deus.

09.12 – Sexta-feira

Texto: Mt 11, 16-19: Mas a sabedoria foi justificada por seus filhos.

Diferentemente do escândalo que as pessoas da época insistiam em atribuir à atitude de Jesus, o Evangelho apresenta-nos o comportamento do Senhor não como motivo de indignação, revolta ou desprezo, mas, ao contrário, como grande incentivo à nossa fé e ao nosso abandono às palavras e obras prodigiosas do Amor Divino. Embora sendo Deus, fez-se um de nós e viveu, em tudo, a nossa condição humana, com exceção do pecado. Isso nos mostra que, como Jesus, em sua humanidade, atingiu com perfeição a santidade por meio do seu comportamento e da sua relação com Deus, também nós somos capazes de alcançar a santidade. Para que cheguemos a tal realidade, porém, é necessário que tenhamos, primeiramente, disponibilidade para colhermos a Palavra de Deus e boa vontade para colocarmos em prática tudo aquilo que Ela nos comunica e de nós espera.

10.12 – Sábado – Repetição

A oração de cada sábado consiste no exercício chamado de repetição. Trata-se de aprofundar aquilo que rezei durante a semana. Santo Inácio diz: Não é o muito saber que satisfaz a pessoa, mas o sentir e saborear as coisas internamente [EE 2]. Por isso não é apresentada uma nova matéria de oração para este dia. Faço, pois, a oração, a partir do texto ou moção que mais me consolou ou que mais me desolou na semana que passou.


Etapas

Proposta
Semana introdutória (21 – 26 nov)
Primeira semana (27 nov – 3 dez)
Segunda semana (4 – 10 dez)
Terceira semana (11 – 17 dez)
Quarta semana (18 – 24 dez)
Tempo do Natal (25 dez – 8 jan)


Material produzido pelo Pe. Luís Renato Carvalho de Oliveira, SJ

Ilustração: Pe. Luís Renato de Oliveira, SJ
Reflexões: Diário Bíblico-AM

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