Visão cósmica

Pe. Haroldo J. Rahm, SJ

Julho com Inácio de Loyola

Segundo dia

A cada um é dada a graça necessária para cumprir a sua missão sobre a terra. E cada um de nós foi escolhido

antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele (Deus) no amor.

Ef 1,4

O que Deus quis de Inácio foi uma obra imensa, universal. E moldou-o com qualidades para tal. Como vimos, depende de cada um corresponder aos planos de amor de Deus. Ora, Inácio foi chamado a um apostolado que abrange o mundo inteiro, na fundação de sua Ordem de soldados e companheiro de Cristo, e na compilação de seus Exercícios Espirituais, força atômica contra o mal, capaz de elevar o homem às alturas da santidade.

Contemplando a indizível bondade de Deus, que mandou seu Filho à terra para a salvação e alegria eterna de cada um de nós, de mim, ele nos faz considerar nos Exercícios, e vamos fazê-lo agora, a maravilha desse desígnio eterno de Deus.

Assim são as palavras do livro quando se trata da Encarnação do Verbo:

Ver a imensidade e a esfera do mundo onde vivem povos tão numerosos e tão diversos. Ver em particular a casa e o apartamento de Nossa Senhora, na cidade de Nazaré, na província da Galileia. As três Pessoas da Trindade contemplam toda a superfície ou a esfera do universo, cheia de homens, em toda a sua diversidade de costumes e atitudes: uns brancos, outros pretos; uns em paz, outros em guerra; uns em prantos, outros a rirem; uns gozando de boa saúde, outros doentes; uns que nascem, outros que morrem…

cf. Exercícios Espirituais, 102-106

É uma visão vasta como o mundo, precisa, na sua concisão, como uma tela de pintor flamengo. Abrange o planeta como visto de um satélite, e desce até aos gemidos de um selvagem morrendo no fundo da mata. E as palavras que o anjo vai dizer a Maria, nesse tremendo mistério, nos trazem uma visão ainda mais vasta, porque abraçam os séculos. A humilde casa de Nazaré torna-se a “casa de Jacó”, onde seu Filho reinará para sempre, “e seu reinado não terá fim”. (Lc 1,33).

A visão de Maria também se alargará a “todas as gerações” (Lc 1,48). Nós somos dessas gerações, e se o quisermos, humildes exaltados, famintos cumulados.

Tudo isso e muito mais teria visto Inácio na sua experiência de Deus, nas solitárias contemplações de sua grande obra.

Na nossa pequenina esfera, também temos uma vocação universal. Em Cristo Jesus, a nossa vida humilde, mas de amor, estará atuando no mundo de graça, onde ele quiser. Ele digna-se a precisar de nós para completar “o que falta das tribulações de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja” (Col 1,24).

Senhor Jesus, dá-me uma visão larga do mundo, e faz de mim instrumento generoso em tuas mãos, para a salvação de muitos. E isso, seja onde for, custe o que custar.

Maria, Virgem Mãe, ajuda-me a lutar humilde e valorosamente pelo reino do teu Filho.


RAHM, Haroldo J. Inácio de Loyola: um leigo de oração. São Paulo: Loyola, 1989. 68 p. p. 9-10.

JULHO COM INÁCIO DE LOYOLA

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